Os cogumelos silvestres são um alimento que nos últimos anos tem vindo a ganhar apreciadores e que tem sido responsável também por algumas mortes por intoxicação. Factos que levam à necessidade de formar colectores e à de adoptar um código de boas práticas de colheita, para minimizar os impactos negativos nos fungos e na saúde humana, especialmente nesta altura do ano em que a sua recolha acontece um pouco por todo o País. Foram estas as razões que levaram, igualmente, os alunos do 2º ano do curso de Biologia, da Escola Superior Agrária de Beja (ESAB) a realizar hoje, um workshop sobre “Cogumelos Silvestres”. A acção tem lugar na localidade de Gasparões, no concelho de Ferreira do Alentejo, e as finalidades da mesma foram apresentadas pela professora da ESAB Albertina Raposo. A docente frisou que “trata-se de uma formação extradisciplinar, que tem por base a observação e identificação de cogumelos silvestres. Sensibilizar para a distinção entre espécies comestíveis e não comestíveis, assim como, para a necessidade de preservação deste fungo dentro do ecossistema, não fazendo uma apanha descontrolada são os objectivos. Por todos estes motivos, a formação é dirigida à comunidade escolar e população em geral”.
Actualmente, não existem regras às quais se possam recorrer para se saber se uma espécie de cogumelos é ou não tóxica. As cores, texturas e aromas, são por vezes enganadoras, o que leva a confundir os apanhadores, principalmente os menos conhecedores deste tipo de fungo. Apesar de haver alguns manuais que ajudam na identificação dos cogumelos, há que ter sempre em conta que se trata de "um risco". Nesta formação, os participantes recebem indicações sobre a biologia dos fungos e caracteres e identificação microscópica de cogumelos, por dois especialistas na matéria, Carlos Vila-Viçosa e Luís Morgado e fazem ainda, duas saídas de campo para recolha e identificação de exemplares.






RSS Feed
