A Câmara Municipal de Mértola (CMM), o Instituto de Conservação da Natureza (ICN),o Parque Natural do Vale do Guadiana e a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA), vão unir esforço e dinheiro para construírem na margem direita do rio Guadiana (na foto, no espaço compreendido entre a pone e o aglomerado de habitações à direita), um fluviário, dedicado às suas diversas espécies piscícolas
A proposta partiu do ICN e de imediato a autarquia da “Vila Museu”, agarrou a ideia e desenvolveu contactos para conseguir parceiros e candidatar o projecto ao QREN, para conseguir financiamento.
Segundo Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola o projecto do Fluviário do Guadiana “está assente em três áreas: mostra, estudo e pesquisa, das espécies piscícolas autóctones do rio”, algumas delas protegidas e em vias de extinção, “como o caso do saramugo”, justificou o autarca.
O Fluviário terá uma área de 300 metros quadrados, estando a obra orçada em cerca de 400 mil euros, com participação do ICN, Câmara de Mértola, EDIA e verbas comunitárias do QREN, sendo a autarquia o parceiro que vai disponibilizar o espaço para edificar a infraestrutura. De acordo com Jorge Rosa a previsão de começa da obra, está agendada para “o início do segundo semestre de 2010 e previsão de execução é de um ano”, rematou.
A fauna piscícola do rio Guadiana é muito variada, podendo encontrar-se espécies como a saboga, a corvina, a enguia, a eiró, o robalo, o lúcio, o barbo, o saramugo, a lampreia, o esturjão, entre outros. Lembrando o sucesso que tem sido o Fluviário de Mora, no que diz respeito a visitantes, para o presidente da Câmara de Mértola, a componente de estudo e pesquisa, “são decisivas para salvar algumas espécies”.
Teixeira Correia






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