Escola BI Santa Maria: Reunião no Governo Civil. “Os problemas estão resolvidos”.
“Não existe um aumento exponencial da violência. O que há é uma maior sinalização de alguns casos por parte da comunicação social”.
E a culpa das agressões e insultos que se têm verificado na Escola EBI de Santa Maria é dos jornalistas, segundo as palavras do director Regional de Educação do Alentejo, no final da reunião que se realizou ontem à tarde no Governo Civil e que juntou para além de Manuel Monge e José Verdasca, o director do Centro Distrital de Segurança Social, a coordenadora da Equipa de Apoio às Escolas do Alentejo Sul, a presidente do Conselho Executivo do Agrupamento e da Escola EBI de Santa Maria, o vereador para a Educação da Câmara Municipal de Beja, o presidente da Associação de Pais e o comandante Distrital da PSP.
O Governador Civil, assegurou que os problemas estão ultrapassados com “o reforço policial, o controlo das entradas dos pais e encarregados de educação a restrição do uso dos telemóveis”
O director Regional de Educação do Alentejo, garantiu que o grupo de trabalho que esteve na reunião “ratificou as decisões tomadas” e que a própria escola “construiu”, e que é “proporcional à situação”.
José Verdasca sustentou que “não existem razões” para o Conselho Executivo “ter apresentado a demissão”, e espera que “reconsiderem” na posição assumida.
Á saída da reunião a demissionária presidente do Conselho Executivo do Agrupamento e da Escola EBI de Santa Maria, Domingas Velez, escusou-se a prestar qualquer esclarecimento sobre o encontro e se o seu pedido de demissão se mantinha.
A Voz da Planície sabe que estava agendada para as 10 horas de hoje, uma reunião na Secretaria de Estado da Educação, que juntaria Valter Lemos, secretário de Estado, José Verdasca, director Regional de Educação do Alentejo e Domingas Velez, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento e da Escola EBI de Santa Maria com o fim de analisar a situação no estabelecimento de ensino, mas, a mesma foi desconvocada, por motivos ainda não apurados.
Entretanto a Comissão Política do PSD-Secção de Beja, tomou uma posição pública, tendo o seu presidente, João Paulo Ramõa, afirmado que a falta de segurança “põe em evidência a falta de autoridade e permissividade a que o Pais chegou”, justificando que a maioria daqueles que insistem em não aceitar as regras da sociedade, “não são punidos e castigados”.
A Comissão Politica da Secção de Beja do PSD, considera que resolver um problema de ordem pública como é este, com uma redistribuição dos alunos e respectivas famílias mais problemáticas pelas outras escolas, não é uma solução adequada ao problema", justificando que o mesmo deve ser tratado “com mais vigilância e intransigência na manutenção do estado de direito”.
Teixeira Correia/Ana Elias de Freitas