| 2006-07-10 07:02 Medina Carreira: "Não podemos continuar a permitir a rotativa produção da ignorância" “O Estado já não pode ajudar os empresários a serem competitivos” palavras proferidas por Medina Carreira no jantar/debate da passada quinta-feira, no NERBE. O NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral realizou, na passada quinta-feira, um jantar/debate sobre “Perspectivas de Desenvolvimento para Portugal na próxima década”, que contou com a presença de Medina Carreira. O Economista e antigo Ministro das Finanças do 1.º Governo Constitucional apontou como solução para a crise que o país enfrenta a produção para exportação. Medina Carreira começou por dizer que Portugal andou sempre atrás da Europa, que o nosso atraso remonta à Revolução Industrial e que depois de 1950 o país viveu dois momentos altos, em termos económicos, o primeiro entre 1960 e 1973 e o segundo entre 1985 e 1990. Depois de 90 prosseguiu “o país deixou de conseguir dar respostas às exigências dos empresários”, acrescentou que “ganhar competitividade é o último caminho que nos serve”, referiu também que "a estagnação económica vai acabar por minar a evolução do sistema político e que Portugal devia rever o sistema de Governos". O Economista lembrou que o Estado não existe “para dar respostas aos empresários, mas sim, para lhes dar condições de trabalho” e que devem ser “os empresários a traçar o seu próprio caminho”. Considerou ainda que “a saída para Portugal está no aumento da competitividade e na produção para exportação”, disse também que o país deve apostar na educação "não podemos continuar a permitir a rotativa produção da ignorância" e na revisão do sistema de Governos "deviam ser eleitos por 6 anos, só assim poderíamos viver em estabilidade política".
Ana Elias de Freitas
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