Sé de Beja

2015, vai ser de viragem para o Terras sem Sombra. A 11ª edição do festival tem nova direção musical, dá espaço à música portuguesa e homenageia os 50 anos de carreira de António Chainho, contando com a sua participação e dando destaque à guitarra portuguesa, na sua terra natal, Santiago do Cacém. Começa como sempre em Almodôvar, a 14 de Março, com cante gregoriano, volta a acolher Odemira, dez anos depois, na sua programação, termina em Beja, a 20 de Junho e apresenta o melhor ano de biodiversidade de sempre. Mas a gastronomia também entra na programação deste ano, com novidades apetecíveis e tentadores, que sugerem a comunhão entre as cozinhas do Baixo Alentejo e da vizinha Espanha, em Castro Verde e Beja, revelou Sara Fonseca.

O Terras sem Sombra 2016 já estar a ser programado e vai ser Portugal/Brasil, uma união do Baixo Alentejo com o território de Manaus revelou também, em primeira mão à Voz da Planície, Sara Fonseca, frisando que esse vai ser o ano, em que o festival passará a ser da sociedade civil, deixando a dependência dos subsídios. Neste contexto Sara Fonseca lembrou que a CCDRA congelou os patrocínios do festival referentes a 2014 e 2015, mas disse, igualmente, acreditar que possam vir a ser desbloqueados.

O DPHA da Diocese de Beja integra a Associação Portas do Território (APT), tal como a autarquia bejense e a Santa Casa da Misericórdia, e Sara Fonseca acredita que 2015 vai ser também o ano desta entidade. A APT tem a decorrer as obras de recuperação da Sé, que Sara Fonseca garante estar a ser efetuadas a bom ritmo, prevendo a abertura deste espaço à cidade, com as obras de arte principais restauradas, em Agosto deste ano.

2015, vai ser o ano, igualmente, para as Portas do Território avançarem com a restauração da Basílica Real de Castro Verde, que se encontra em risco de ruir, segundo Sara Fonseca.

O DPHA da Diocese de Beja, em 2015 vai recuperar núcleos museológicos, entre eles o Museu Episcopal, formar um banco de sementes do território, na Igreja dos Prazeres, para trabalhar com as escolas, renovar o tesouro de Santiago do Cacém e o núcleo museológico de Moura, editar um livro sobre Odemira e levar a bom porto, o Museu de Arte Sacra de Almodôvar.

Em 2016, o DPHA da Diocese de Beja vai ser o responsável, durante um ano, pela exposição central da cidade francesa de Lyon, revelou ainda neste "Preto no Branco" Sara Fonseca.


Comente esta notícia