GUIDO CREPAX

21 exposições com representações de 23 países, que começam na Casa da Cultura, núcleo do Festival, para percorrerem diversos espaços do centro histórico, até ao castelo e com mais um polo nas instalações do Instituto Politécnico de Beja, marcam a edição deste ano do evento, primando pela convivência, como é habitual, de autores desconhecidos com famosos.

Entre os mais destacados encontramos desenhos de nomes como o do italiano Guido Crepax, do francês Étienne Davodeau, Pochet, do universo da Disney, do brasileiro Laerte Coutinho, do inglês David Lloyd, o criador da célebre máscara de V, for vendetta, e muitos outros. O mercado do livro é outra das ofertas muito procuradas e reúne, em 2014, 70 editoras, com novidades, velharias e raridades na BD.

O Festival volta a apostar, numa ampla programação, no fim-de-semana de abertura, proporcionando aos amantes desta arte, conversas com os autores, sessões de autógrafos e lançamentos de obras, são 14 os lançamentos agendados para esta edição, das mais importantes editoras nacionais.

Este é um evento que tem vindo a crescer, mas que a Câmara de Beja quer ver crescer ainda mais, assim como mais amplamente desfrutado pela população do concelho, frisou a vereadora da Cultura. Sónia Calvário revelou que esta edição mereceu um investimento de 17 mil euros, o dobro de 2013, suportados também, por apoios exteriores ao Município e identificou quais. Realçou ainda, o impacto que esta iniciativa tem, durante 15 dias, na cidade, na sua economia e na sua visibilidade.

O Festival está a atingir uma dimensão que a estrutura actual não consegue aguentar, diz o responsável pelo evento Paulo Monteiro, avançando que está na altura de dar o salto e de lhe dar também, o carácter profissional de que está a precisar, de forma a poder garantir a sua organização atempada e com qualidade.

Fazer deste um Festival europeu de referência e trabalhar para que a cidade possa receber entre 20 a 25 mil visitantes de todo o lado, por esta altura, é outra das perspectivas de Paulo Monteiro, que equaciona ainda, poder vir a alargar o fim-de-semana de abertura, a três dias, à semelhança do que acontece noutros eventos deste género.

Este ano, a organização está a trabalhar, igualmente, no sentido de ganhar público entre os mais pequenos e os estudantes do ensino superior e revela o vencedor do Prémio Geraldes Lino, um nome destacado na BD, a nível nacional e presença habitual no Festival. O prémio foi instituído em 2013 e tem como objectivo distinguir e promover o trabalho de um autor de BD desconhecido.

Nota: O primeiro desenho é de Guido Crepax, um dos destaques do Festival.


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