Alberto Matos

Alberto Matos deixou várias considerações sobre diversos setores, identificando aspetos positivos, e negativos, alcançados a nível nacional e regional, numa altura em que uma nova legislatura se inicia, saindo de outra onde foi possível “conquistar alguns direitos”. Neste contexto frisou como ponto positivo o facto, “dos trabalhadores das lavarias terem conquistado a idade de reforma antecipada, tal como os trabalhadores das minas”. A aprovação de uma nova lei de bases da saúde também foi mencionada, com a indicação de que “continua tudo por fazer” e que espera que “o investimento anunciado pelo Governo seja em recursos humanos”. Na educação disse que “há muitos problemas, especialmente a falta de auxiliares” e realçou a “luta desenvolvida por estes trabalhadores e professores”.

A questão das acessibilidades na região mereceu duras críticas por parte do líder do BE no distrito, dizendo mesmo, que “há promessas mas sem projetos”, referindo-se ao troço da A26 que continua encerrado e à falta de eletrificação na ligação ferroviária Beja/Casa Branca/Funcheira. Sobre o aeroporto referiu que “está perdido sem as necessárias acessibilidades”. Para Alberto Matos durante 2019 esta foi uma “região que continuou a ficar para trás”.

Em 2019, Alberto Matos fez questão de salientar, ainda, o “despertar do Movimento Alentejo Vivo” e das preocupações para “com os riscos das monoculturas”, aos mais variados níveis.

Em 2020, Alberto Matos considera que “nada se pode esperar de positivo deste Governo, sem mobilização social”. Prosseguiu referindo que no próximo ano é “preciso lutar por melhores salários, pela atualização das pensões e pelo cumprimento dos projetos lei que regulam a questão das culturas intensivas e superintensivas”. “Reforçar o combate contra o trabalho escravo e a legalização dos muitos que estão em Portugal sem as suas situações regularizadas devem ser imperativos em 2020”, avançou Alberto Matos. O líder distrital do BE espera, igualmente, que “o investimento na saúde se reflita nos recursos humanos, que o troço da A26 encerrado passe a funcionar, que a linha férrea Beja/Casa Branca/Funcheira seja eletrificada e que o aeroporto tenha melhores dias”.


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