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Face aos constrangimentos ambientais e energéticos que a Humanidade enfrenta, segundo comunicado, a União Europeia promove políticas para garantir a sustentabilidade dos sistemas de transportes na Europa, nomeadamente através da transferência de tráfego para formas mais sustentáveis e eficientes.

Atualmente cerca de 70% do comércio externo de Portugal faz-se com os seus parceiros da UE. Destes, cerca de 80% em valor faz-se por rodovia. Logo, Portugal demonstra uma dependência forte da rodovia para as suas ligações comerciais à UE, o que a médio-longo prazo, será insustentável tendo em conta os constrangimentos energéticos e ambientais a às politicas europeias de transporte.

Segundo comunicado, a solução encontrada pelo executivo prevê a instalação de travessas polivalentes nas linhas já existentes em bitola ibérica e a posterior requalificação das linhas para a bitola europeia, o que, de acordo com o Plano Nacional de Infraestruturas não acontecerá antes de 2030, apesar das regras dos fundos europeus assim o exigirem.

A atual situação preconizada por Portugal, e aprovada pela Comissão Europeia, permitirá a continuidade de circulação ferroviária entre Portugal e Espanha, mas continuará a obrigar ao transbordo de passageiros e mercadorias para transporte além-Pirinéus, deixando inalterada a situação de isolamento nacional apesar do atual investimento e dos fundos disponíveis para o efeito.

Os signatários apelam assim à existência de um debate esclarecido e fundamentado, conscientes de que esta é a última oportunidade que Portugal dispõe para vencer o atraso ferroviário, com as irremediáveis consequências para a competitividade futura da economia nacional.


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