Assembleia Municipal Beja

Na apresentação das linhas de força das Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento para 2015 do Município de Beja, o executivo CDU diz que depois de 2014 ter sido um ano pautado pela consolidação orçamental, pretende continuar o controlo da despesa e lançar as bases orçamentais para incrementar um novo impulso, associado à concretização de projetos e iniciativas estruturantes que possibilitem a qualificação urbana e o desenvolvimento do espaço rural.

Reorganização dos serviços municipais assente numa relação de maior proximidade com os munícipes;

Património, eventos e afirmação do Concelho, principalmente no plano cultural material e imaterial;

Regeneração do Centro Histórico e melhoria das funcionalidades do espaço urbano;

Atração do investimento e valorização económica.

No que concerne às opções do plano a prioridade, segundo os eleitos da CDU, vai para a ação social e os serviços e funcionamento dos sistemas urbanos, com 44,5% da despesa;

Dinamização económica e a mobilidade, incluindo as acessibilidades constitui a segunda prioridade com 27,2%;

A educação, cultura e desporto é a terceira prioridade com cerca de 18%.

Relativamente às receitas, que ascendem a 32,160 milhões de euros, onde as receitas próprias do Município são superiores às transferências do Estado em 14,8% e os empréstimos no orçamento representam 0,8%.

Em relação à natureza da despesa, assume particular relevância:

Os bens de capital, principalmente o investimento, que representa 36% do orçamento;

O serviço da dívida é de 4,5%, o que na opinião do executivo, revela uma situação financeira controlada;

As transferências para as Juntas de Freguesia são de 4,4%, como forma de descentralização e de aprofundamento das relações de proximidade com os munícipes.

Para Paulo Arsénio, porta-voz do Partido Socialista na Assembleia Municipal, estas não seriam seguramente as opções do PS, afirmando que com o mesmo dinheiro, já que não se trata de inventar dinheiro, teria opções políticas diferentes. Para o socialista as medidas apresentadas não anteveem ganhos para o desenvolvimento do concelho. Ironizando, Paulo Arsénio, afirmou que para deixar passar este orçamento teria de ter uma "Alma Criativa" muito grande, que não a tendo, determina a votação contra os documentos previsionais.

As Grandes Opções do Plano e o Orçamento da autarquia bejense foram aprovados com os votos a favor da maioria CDU, as abstenções de PSD e movimento "Beja com Todos" e os votos contra dos eleitos socialistas.


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