Foto da Silarca

O Silarca é organizado pela Junta de Freguesia de Cabeça Gorda, numa parceria com a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), que tem neste evento a técnica da ADPM Maria Bastidas.

Maria Bastidas foi a 2ª classificada no âmbito da 5.ª edição do prémio Terra de Femmes, da Fundação Yves Rocher, um galardão que distinguiu, em 2014, "ecomulheres que agem em defesa da preservação da natureza", pelo trabalho que tem desenvolvido na liderança do projeto da ADPM, que tem como objetivo "promover a conservação dos recursos micológicos no Sul do Alentejo". Maria Bastidas dedica-se há mais de seis anos ao estudo do potencial dos recursos naturais, como motores de desenvolvimento, defende que o Baixo Alentejo "é uma zona com aptidões únicas para o desenvolvimento de uma exploração micológica de carácter turístico e educativo" e explicou à Voz da Planície a importância que a aposta nos recursos silvestres pode significar para os territórios de baixa densidade.

Valorizar os recursos micológicos e as tradições como meio de promoção da cultura local, em volta da gastronomia e dinamizando visitas de lazer são os objetivos do Silarca, evento que tem, igualmente, como finalidade contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia da freguesia.

Um dos "pratos principais" do evento chega na manhã deste sábado, dia 7, em que todos são convidados a fazer um passeio, pelo Parque Biológico de Cabeça Gorda, para aprender a apanhar, e a identificar, a silarca. Maria Bastidas explica como vai decorrer este passeio micológico que orienta, pelo segundo ano consecutivo, em Cabeça Gorda e que já tem mais de 60 pessoas inscritas.

Para além da ADPM, a Junta de Freguesia de Cabeça Gorda conta também, com os apoios, e envolvimento, da Câmara de Beja, associações e empresários locais, na realização do Festival do Cogumelo.


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