azeite

Da Europa, a Croácia faz-se representar pela primeira vez no Concurso. Já do Médio Oriente, a estreia vai para os azeites de Israel. 

Novidade, também este ano, é a participação da Argentina e do Chile, uma vez que, nesta 10ª edição, houve uma alteração no regulamento do concurso, que permite aos países do Hemisfério Sul marcarem presença com azeites da campanha 2018/2019, por causa da diferença na época da apanha, tal como explica Mariana Matos, da Casa do Azeite.

A organização recorda que as amostras devem chegar ao Secretariado do concurso, até ao dia 20 de março, “em embalagens fechadas, identificadas apenas por um código, acompanhadas dos resultados de uma análise química e de um certificado que comprove, através de análise sensorial, que a mesma é da categoria Azeite Virgem Extra”.

Mariana Matos realça os dados provisórios do INE que apontam para um crescimento de 30% do volume de azeitona, em relação à última grande campanha, havendo a perspetiva de ultrapassar a barreira das 140 mil toneladas.

Tendo em conta o ano histórico que se adivinha para a produção de azeitona para azeite, na ordem das 900 mil toneladas, esta campanha posiciona-se como uma das mais produtivas dos últimos 80 anos.

Ainda assim, o sector olivícola, em geral e o aumento exponencial dos novos olivais, em particular, têm dividido opiniões.

Nesta jornada informativa, depois das 10.30 horas, damos voz a duas entidades: a OLIVUM apresentando os benefícios deste tipo de culturas e o Movimento “Alentejo Vivo” expondo aqueles que são, na sua óptica, os impactos negativos do olival intensivo.

Gonçalo Almeida Simões, diretor executivo da OLIVUM, começa por realçar os números records que se esperam para esta campanha e salienta o contributo que o olival dá para a economia e para as exportações. Além disso, o diretor executivo da Associação de Olivicultores do Sul enumera os pontos mais relevantes relativamente à sustentabilidade do olival.

Posição contrária à OLIVUM tem o Movimento Alentejo Vivo, que muito tem contestado estas culturas intensivas e super-intensivas. José Paulo Martins, dirigente da Associação Zero e membro deste movimento revela quais são os principais perigos que o olival representa para a região.


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