LABORATÓRIOS

O Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo é relativamente jovem, mas já tem provas dadas nas áreas do conhecimento, investigação e inovação, especialmente nas que estão diretamente relacionadas com questões de interesse para a região, como é o caso do projeto do genoma do sobreiro. O CEBAL depende dos apoios das entidades locais que o compõem e dos que vai conseguindo captar através das candidaturas que submete à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), instituição que gere, um orçamento anual de cerca de 450 milhões de euros e que aplicou no Alentejo 1,4 por cento daquele montante, assegura o professor Lopes Baptista.

O professor esclarece que a FCT coloca as verbas a concurso e que no Alentejo não existem instituições com dimensão suficiente para competir, facto que não permite o acesso aos montantes necessários.

Lopes Baptista recordou que em 2014, o CEBAL fez uma proposta inovadora à FCT, de contratar para um período de 4 anos, 6 investigadores, cujos custos seriam suportados, em partes iguais, pelas duas entidades, que foi recusada por não se enquadrar nas perspetivas de gastos da Fundação. O professor prosseguiu frisando que perante todos os constrangimentos que os territórios de baixa densidade apresentam, se não houver um movimento forte no Alentejo e noutras regiões do Interior a chamar a atenção para a necessidade de investimento nestas áreas, isso nunca irá acontecer.

O novo quadro comunitário de apoio traz novidades, mas Lopes Baptista não tem grandes expetativas relativamente aos financiamentos que podem vir a ser obtidos, enquanto não forem ultrapassadas as questões que continuam a deixar para traz, os territórios do Interior, nas matérias do conhecimento, investigação e desenvolvimento.


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