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A FAABA enviou ao ministro da Agricultura, Capoulas Santos, uma carta alertando para a necessidade de implementação de medidas imediatas, de modo a contrariar os impactos negativos da seca prolongada, que já se fazem sentir por todo o Alentejo.

Os prejuízos ao nível das culturas de sequeiro, como os cereais, as oleaginosas, as pastagens e forragens e ao esgotamento das reservas hídricas, quer para abeberamento do gado, quer para o regadio são visíveis e muito preocupantes, afirma a FAABA, no documento remetido a Capoulas Santos, reclamando, à semelhança de outros anos, a tomada de medidas urgentes, que visem minimizar estes efeitos.

Na carta enviada à tutela, a FAABA solicita a criação e flexibilização das medidas de apoio para abeberamento dos animais e que seja considerar a elegibilidade das despesas com retroatividade a junho de 2017; permissão para pastorear, de imediato, pousios e superfícies de interesse ecológico e a antecipação dos pagamentos aos agricultores no âmbito da PAC, como forma de acudir à tesouraria das explorações.

A FAABA pede ainda, a Capoulas Santos, intervenção urgente no âmbito do regadio do Alqueva. Neste contexto denuncia o facto, do programa de transferências de água da Albufeira de Alqueva/Alvito para Odivelas, acordado entre EDIA e ABORO para 2017, não estar a ser cumprido, garante que o mesmo põe em causa o fornecimento de água pela Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas, nos próximos meses de julho e agosto, afetando cerca de 9000 hectares de culturas neste perímetro de rega e pede intervenção nesta matéria, assim como na necessidade de ajustar o preço da água aos perímetros de rega confinantes com o EFMA - Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

A FAABA manifesta, igualmente, inteira disponibilidade, ao ministro da Agricultura, para integrar a Comissão de Acompanhamento da Seca.




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