água da torneia

Recorde-se que a Assembleia Municipal de Beja rejeitou, na semana passada, a formação de uma parceria pública de 8 municípios do distrito, as Águas do Baixo Alentejo, para a gestão da água em baixa e que os eleitos da CDU votaram contra e que o deputado municipal do PSD se absteve.

No documento da Federação do Baixo Alentejo (FBA) do PS é frisado que “por razões estritamente ideológicas, sem pingo de correspondência com a realidade, o PCP, através da CDU” impediu que “o modelo do abastecimento e saneamento em alta, seja replicado na distribuição em baixa, numa parceria em que o impulso seria na íntegra público, através da participação dos municípios.” A abstenção do PSD, é referido, também, “sublinha o seu desfasamento com a realidade e com o interesse das populações.” Isto mesmo explica o presidente da FBA do PS, Pedro do Carmo, recordando o modelo de sucesso que diz ser as Águas Públicas do Alentejo para a gestão da água em alta.

José Maria Pós-de-Mina, da Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP, lembrou que os eleitos da CDU nas assembleias municipais de Beja e Castro Verde já tinham deixado claro, em 2018, que defendiam a gestão pública da água. Prosseguiu esclarecendo que o PS impôs um processo que não foi consensual e que a prova disso mesmo têm sido os resultados obtidos nas assembleias municipais, em que há muitas onde este projeto nem sequer foi votado. José Maria Pós-de-Mina acrescentou que este é um processo que não interessa à região, porque permite a entrada de investimentos privados e que o que é preciso é que o Governo do PS, sem preconceitos e discriminações, disponibilize os fundos comunitários necessários para resolver as questões da gestão da água.

Gonçalo Valente, presidente da Distrital de Beja do PSD, garante que o PS é o único culpado do desfecho desta matéria. Considera que o PS não teve vontade nem interesse em esclarecer, por desinformação ou interesses que não quis revelar. Gonçalo Valente disse que o PSD não é uma muleta do PS, que não admite lições de moral dos socialistas e que os social-democratas decidirão sempre em defesa dos melhores interesses dos cidadãos. Neste caso, frisou, absteve-se porque não lhe foi dada a oportunidade de melhor conhecer o projeto para melhor poder decidir. Terminou referindo que o PS pensou ter a situação salvaguarda menosprezando os outros partidos com representação na Assembleia Municipal.

O PS reafirma, ainda, no documento enviado à nossa redação, o seu compromisso com as pessoas e com a região, de continuar a trabalhar para melhores soluções, sustentáveis e centradas exclusivamente nas pessoas. E a CDU e o PSD reforçam a convicção de terem decidido pensando no melhor interesse das populações e dos trabalhadores da EMAS que teriam que viver momentos de instabilidade profissional.



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