NOTAS DE EURO CONTAGEM

A CIMBAL também vai pagar durante este mês, o subsídio de férias por inteiro aos seus funcionários e a Voz da Planície sabe que os outros municípios do distrito, de maioria CDU, vão adoptar o mesmo procedimento.

Recorde-se que está definido que os funcionários públicos com ordenados até aos 600 euros vão receber, até ao final deste mês, a totalidade daquele subsídio, que os que têm remunerações entre os 600 e os 1100 euros ficam com metade, para receberem a outra parte em Novembro, e que os que têm vencimentos acima dos 1100 euros só receberão aquele dividendo em Novembro.

José Maria Pós-de Mina, presidente da Câmara de Moura, recordou que as autarquias têm autonomia para decidir e que a lei determina o pagamento do subsídio de férias em Junho. O autarca revelou também, que Moura tem disponibilidade de tesouraria e que aquela decisão não contempla eleitos e detentores de cargos políticos.

José Maria Pós-de-Mina frisou ainda, que o Município de Moura está convicto da legalidade da decisão que tomou, que entende que o pagamento do subsídio de férias aos funcionários da autarquia tem efeitos positivos na economia e que essa foi outra das razões que influenciou aquela decisão.

Ontem, em reunião do Conselho Executivo, a CIMBAL - Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo decidiu também pagar aos seus funcionários a totalidade do subsídio de férias no final deste mês de Junho.

Notícias vindas hoje a público dão conta que o Governo pediu aos serviços para não fazerem o pagamento do subsídio de férias neste mês de Junho e que o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado considera aquela decisão \"uma violação da lei em vigor\". O secretário-geral da CGTP considerou hoje também, que a decisão do Governo de não pagar o subsídio de férias aos funcionários públicos no final deste mês é uma \"medida de retaliação\" contra aqueles trabalhadores e contra o sector empresarial do Estado.

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