costa alentejana

Os autarcas odemirenses alertam para o facto deste investimento ser susceptível de acrescer riscos ambientais, económicos e sociais, numa região que assenta a sua riqueza no turismo, nas pescas e na agricultura, questionando-se sobre quais os fundamentos em que se terá baseado tal decisão.

A autarquia sublinha que os riscos da sua operacionalização incidem directamente sobre esta área protegida, em terra, mas sobretudo no mar, acrescendo os riscos de acidentes numa zona de elevada sismicidade e de conhecidas falhas sísmicas, sendo no mínimo questionável que se ignore a existência de ZPEs e de um Parque Natural onde desde há mais de 25 anos as populações foram obrigadas a condicionar as suas vidas e os seus investimentos em prol da conservação da natureza e do uso sustentável dos recursos endógenos, cujas estratégias foram amplamente discutidas e planeadas, estando envolvidos em projectos diferenciadores como o Turismo em Natureza, a Rota Vicentina e o reconhecimento da Costa Sudoeste como Património Natural da Humanidade, constando na lista indicativa da UNESCO.

A Moção seguiu para além da comunicação social, para o 1º Ministro, Ministros da Economia e do Ambiente, Assembleia da República e Grupos Parlamentares e todos os Municípios e Assembleias Municipais da área do PNSACV, CIMAL e AMAL.


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