Professores em Luta

O diploma foi publicado ontem e determina que a partir desta terça-feira, dia 21, os professores exerçam o direito de opção até 30 de junho. Para os professores isto significa a recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias, um período longe dos cerca de nove anos e quatro meses que continuam a exigir. Apesar de terem desistido das greves às avaliações do 3º período, por considerarem que não trariam o retorno desejado nesta legislatura, os docentes não baixaram os braços e os sindicados estão a pedir que comuniquem a sua decisão acompanhada de uma “minuta de reclamação e protesto”, na qual deixam claro que a escolha entre um dos modelos não significa a “aceitação tácita” de que não têm direito a todo o tempo congelado. Isto mesmo explica Manuel Nobre, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS). Frisa, também, que esta proposta do Governo “concretiza a segunda modalidade de roubo do tempo de serviço aos professores”.

Os professores mantêm a exigência de verem recuperado todo o tempo de serviço congelado e estão com ações de visibilidade nas ruas, e no tribunal, concertadas pelos 10 sindicatos que os representam. Neste contexto, iniciaram, ontem, uma semana de “Comícios da Indignação”, que arrancaram no Porto, seguindo-se Faro, Lisboa, Évora e, na sexta-feira, Coimbra.

Tendo em atenção estas ações de luta, Manuel Nobre deixou claro, igualmente, anunciando uma “grande manifestação nacional para o Dia do Professor”, que se assinala a 5 de outubro, ou seja na véspera do dia das eleições legislativas, que “as mudanças ideológicas nos atos eleitorais que se realizam este ano podem fazer toda a diferença no futuro dos docentes” e que estas ações de luta são para levar “o próximo Governo do país a sentar-se à mesa com os professores e a renegociar esta matéria”.

Estas são algumas das declarações que pode ouvir, nesta terça-feira, nos jornais alargados das 12.00 e das 17.00 horas, com Manuel Nobre, presidente do SPZS, sobre as matérias que levam os professores a manter as suas ações de luta, nas ruas e no tribunal.

Nota: Foto retirada da publicação "AbrilAbril".


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