MEESMO

Os enfermeiros expressam “a sua profunda preocupação” face ao volume de horas extraordinárias programadas, que dizem ser ilegais e ao consequente cansaço acumulado. Neste contexto apelam ao Conselho de Administração para que encontre soluções para os problemas, pois está em risco a qualidade e a segurança dos cuidados prestados aos doentes. As declarações são de Edgar Santos, coordenador do SEP – Sindicado dos Enfermeiros Portugueses no Alentejo, que avança, ainda, que já foi pedida uma reunião ao Conselho de Administração da ULSBA para resolver esta questão.

Edgar Santos revela, igualmente, que para além deste serviço há outros onde a carência de enfermeiros se reflete no cansaço, excessivo, destes profissionais e na qualidade dos serviços prestados aos utentes, deixando exemplos. Para Edgar Santos, a ULSBA precisaria de contratar mais 40 a 50 enfermeiros para fazerem face às necessidades dos serviços.

A Voz da Planície ouviu o Conselho de Administração da ULSBA sobre as denuncias dos enfermeiros da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, tendo o mesmo respondido, e passamos a citar, que “está consciente das dificuldades sentidas” e que “compreende a preocupação manifestada, nomeadamente no que se refere à substituição dos recursos humanos ausentes.” Prossegue, revelando que “está em curso a contratação por substituição de profissionais de enfermagem para a Unidade o que irá colmatar as faltas existentes, neste momento.” Termina, frisando que “com total confiança no trabalho e empenho dos profissionais da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, o Conselho de Administração confirma a qualidade e a segurança dos cuidados prestados aos doentes internados, e o apoio às suas famílias, em todos os momentos e a todas as horas.”


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