IGREJA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES E VIEIRA NERY

O musicólogo, presença habitual nesta realização anual do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, vai apresentar naquele espaço emblemático da cidade, às 17.00 horas, a conferência "Uma história do contraponto: do Gótico às vanguardas", passando em revista sete séculos da história da música para desvendar os segredos da polifonia, numa viagem até às raízes do cante.

A apresentação da conferência com Rui Vieira Nery foi feita à Voz da Planície por José António Falcão. O director do Terras sem Sombra e do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja explicou que esta conferência estabelece o fio condutor entre os vários concertos do Festival, fazendo uma ligação com o cante alentejano. Acrescentou que este ano a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres voltou a ser o palco escolhido para a realização da conferência, mas que espera, em edições futuras, poder optar por outros espaços, nomeadamente, a Igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz.

Beja acolhe assim, pelo terceiro ano consecutivo, o ciclo de conferências do projecto Terras Sem Sombra, embora em 2013 fique de fora dos concertos do Festival. José António Falcão explicou que a organização deste evento suporta uma boa parte dos custos dos espectáculos, mas que os concelhos que os recebem também têm de garantir, entre Município e outros patrocinadores, uma parte dos dividendos necessários, situada entre os 10 e os 25 por cento, e que Beja não conseguiu suportar este ano aqueles montantes.

José António Falcão acrescentou que as edições anteriores, realizadas em Beja, contaram com apoios escassos que criaram défices para o Festival, factos que contribuíram, igualmente, para a não realização de concertos este ano.

Mas os motivos pelos quais a capital de distrito, e sede da Diocese, não recebe concertos em 2013, não se prendem apenas com questões monetárias, na medida em que a apresentação em 2012, no Castelo, também não correu como seria desejado, esclareceu José António Falcão. A este respeito disse ainda, que o Terras sem Sombra deve repensar esta questão dos concertos ao ar livre, voltando a apostar no regresso ao interior dos monumentos.


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