Os cinco candidatos a Beja “esgrimiram” argumentos
Os cinco candidatos a Beja “esgrimiram” argumentos

Ana Elias de Freitas - 29/09/2017 - 00:00 - Imprimir


Os cinco candidatos a Beja “esgrimiram” argumentos


Os cinco candidatos à Câmara de Beja, João Rocha, da CDU, Paulo Arsénio, do PS, Pinela Fernandes, do PSD, José Pedro Oliveira, do BE e Luís Dargent, do CDS-PP, esgrimiram argumentos, num debate, organizado pelas duas rádios locais, em que estiveram em cima da mesa os temas: desenvolvimento económico, património e cultura e ação social.

No tema desenvolvimento económico, João Rocha identificou os vários projetos em curso para incentivar a fixação de empresas, destacando a existência de terrenos com todas as condições para as receber. Paulo Arsénio falou sobre a proposta de criação de um gabinete de apoio ao empreendedorismo e de um fundo de 1 milhão de euros. Pinela Fernandes frisou que, entre outros, são precisos incentivos fiscais. José Pedro Oliveira quer desenvolvimento versus cultura e Luís Dargent disse que para se fixarem, os empresários querem ambiente amigável e menos burocracia.

Na temática património e cultura, o candidato do PS disse querer que Beja seja diferenciadora a nível cultural, apoiar o que está bem feito e valorizar mais os equipamentos da cidade. O candidato da CDU defendeu a valorização do centro histórico, com recuperação de edifícios e afirmou que considera a cultura um investimento e para todos. O candidato do PSD defende uma verdadeira reabilitação urbana integrada, porque só assim se podem potenciar: património e cultura. O candidato do CDS-PP acha que o concelho está a aproveitar pouco o seu património histórico e que isto deveria ser aproveitado para potenciar o turismo. O candidato do BE defende o valor patrimonial do concelho, incluindo o humano, frisando que é preciso apoiar os muitos agentes culturais existentes e a criação/educação de públicos.

Sobre a ação social, João Rocha avançou que se pretende continuar a reabilitar os bairros sociais de Beja, salientando que está em curso, a 2ª fase do Bairro Beja II e que se pretende fazer uma cidade inclusiva, com recursos acessíveis para quem tem mobilidade reduzida. Pinela Fernandes quer criar a figura do Provedor do Munícipe, para que as forças políticas saibam o que se quer para a cidade e diminuir impostos, entre eles o IMI. Luís Dargent quer melhor articulação com as entidades que podem ajudar a combater a pobreza que ainda afeta algumas pessoas do concelho. José Pedro Oliveira diz que o concelho deve ser inclusivo e construído por todos e defende uma melhor articulação da Rede Social do concelho. Paulo Arsénio quer alargar o apoio na reabilitação dos diversos bairros sociais, mas é contra a venda das habitações. Um plano para a igualdade nas acessibilidades foi defendido por todos.

No minuto final, João Rocha, o candidato da CDU, disse que as propostas apresentadas consolidam o trabalho efetuado e que com as provas dadas neste mandato acredita merecer a confiança dos eleitores.

Paulo Arsénio, o candidato do PS, frisou que no dia 1 de outubro é preciso escolher entre dois modelos e que os munícipes devem apostar nas propostas alternativas para fazer diferente, da candidatura socialista.

José Pinela Fernandes, candidato do PSD, defende para Beja uma política responsável, assim como uma cidade com centralidade e atrativa. Espera ainda, que a sorte lhe sorria, no domingo.

José Pedro Oliveira, candidato do BE, propõe a construção de um concelho inclusivo construído por todos e para todos, em que o Bloco se compromete a representar as pessoas e não a substituí-las.

Luís Dargent, o candidato do CDS-PP, quer recuperar para Beja, o tempo perdido e dar um novo rumo ao concelho, pensando no bem comum e sugerindo que com a sua candidatura pode-se acabar com as maiorias absolutas.

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