A Federação Portuguesa de Futebol é uma das federações desportivas que ainda não adequou os estatutos ao novo regime jurídico, em vigor desde 31 de Dezembro de 2008, face à intransigência de algumas associações, nomeadamente as mais poderosas, que perderão a maioria de votos em assembleia geral, face à reorganização que o documento preconiza.
As associações passarão a indicar apenas 35 por cento dos representantes dos clubes dos quadros regionais, o que algumas associações não aceitam, casos de Leiria e de Braga, tendo os seus directores afirmado que “não abdicam na questão da representatividade”, exigindo que “haja abertura e bom senso” do Governo, defendendo que este “deve ser condescendente” com o futebol.
Fernando Dionísio, presidente da Direcção da Associação de Futebol de Beja, acredita que “haverá um consenso” e que os estatutos “serão aprovados”, justificando que instituições como a que dirige “serão as menos afectadas” com o novo regime jurídico.
O líder associativo bejense refere que as congéneres “mais poderosas, não querem perder o poder de decisão e de protagonismo”.
No próximo dia 16 de Março, o Conselho Nacional de Desporto vai apreciar as alterações estatutárias promovidas pelas federações desportivas, mas, a Federação Portuguesa de Futebol não vai cumprir a exigência de Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, tendo o presidente da Associação de Futebol de Braga, garantido que “a discussão do projecto de estatutos não será feito antes de 20 de Março”, nem deixando a garantia de que “o mesmo seja aprovado”.
Teixeira Correia






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