PCP

"Há fome no Alentejo e muitas famílias a viverem com extremas dificuldades", a denúncia é feita pela DRA do PCP depois de ter feito, numa reunião realizada esta semana, uma análise à situação que se vive na região.
Os comunistas afirmam que o Alentejo está em acelerada degradação no plano económico e social devido à política de direita e de um governo para quem as pessoas são apenas números.
João Dias Coelho, da DRA do PCP, num tom muito crítico aponta o desemprego, a destruição de serviços públicos e o ataque ao poder local democrático como determinantes para o agravamento da situação de desertificação humana com que e debate a região.
Ainda segundo João Dias Coelho, o Alentejo e o país precisam que o Presidente da República assuma o compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição, que demita o Governo e convoque eleições antecipadas devolvendo a palavra ao povo.
As eleições autárquicas também mereceram destaque e, neste capítulo, a DRA do PCP chama a atenção para o "manobrismo de algumas forças que a nível local procuram demarcar-se da brutal ofensiva que decorre do Pacto de Agressão assinado entre PS, PSD e CDS e a troika estrangeira e cujas consequências para os trabalhadores, as populações e o poder local democrático estão à vista de todos" e chama ainda  atenção para "o aparecimento dos chamados movimentos de cidadãos que, apresentando-se como independentes, escondem interesses partidários e pessoais, alguns com o objetivo de impedir o crescimento da CDU".
Na reunião foram também abordadas as iniciativas que têm decorrido com destaque para a campanha nacional "Por uma política patriótica e de esquerda" e as actividades realizadas no âmbito do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal.


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