Estrada Municipal - São Brissos

A Voz da Planície sabe também, que José Natário assumiu a direção do aeroporto de Beja, no passado dia 1, que integrava a equipa de gestão do aeroporto de Lisboa e que a sua tomada de posse ainda não foi oficializada, estando a mesma prevista para breve.

Na entrevista concedida por Ponce Leão à Lusa, e divulgada no sítio da Internet do "Notícias ao Minuto", o presidente da ANA considera que \"não vale a pena\" acelerar o projeto do aeroporto de Beja enquanto não houver tráfego que o justifique, apesar de representar um custo anual de cerca de 1,5 milhões de euros negativos.

Ponce Leão sobre o horizonte no qual o aeroporto de Beja se poderá tornar rentável não arriscou previsões e afirmou que existem interrogações suficientemente importantes relativamente a esta infraestrutura, sem identificar quais.

O presidente da ANA não considera que o aeroporto de Beja é um "investimento deitado à rua", mas sim "estratégico para o país" e que o mesmo tem um "enorme potencial a prazo".

Ponce Leão frisou ainda, que o aeroporto foi um risco assumido que se vai procurar minimizar através daquilo a que chamou "operações de natureza industrial, para se reduzir rápida e significativamente a contribuição negativa". Neste contexto afirmou que \"Beja começará por ser um aeroporto industrial", porque o que "está previsto a mais curto prazo é uma operação de desmantelamento de aviões em fim de vida e também o desenvolvimento de um projeto de manutenção".

A Voz da Planície tentou chegar à fala com José Natário, mas não foi bem-sucedida. Está a aguardar contudo, uma resposta, por escrito, às questões que remeteu por email para o novo diretor do aeroporto de Beja, relacionadas com as declarações do presidente da ANA, divulgadas esta semana, na comunicação social.


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Penso ser uma mais valia, (já que foram gastos milhares de euros na construção do Aeroporto de BEJA), a rápida tomada de decisão por parte das entidades competentes em colocar em funcionamento total e definitivo o tráfego aéreo nos percursos por ex: Reino Unido, França/Beja, Funchal e Ponta Delgada/Beja e também porque não, a escolha de outros destinos. O Alentejo ficaria a ganhar, visto ser uma região do País bastante atrativa, nomeadamente ao nível da paisagem, cultura de um povo, aliado à belíssima gastronomia e gente hospitaleira e de coração generoso e situado próximo do Algarve e da costa vicentina... Também seria de utilidade acrescida, a empregabilidade de tantos jovens desempregados e em geral a todos os cidadãos que se encontram em débil situação financeira. Enfim, eu sou muito apaixonada pelo Alentejo.

Maria Beatriz Resende de Sousa Costa

30/11/-0001