Jerónimo de Sousa - Beja

Jerónimo de Sousa dedicou grande parte do seu discurso ao Orçamento do Estado, que já começou a ser discutido, afirmando que o mesmo significa para os portugueses "mais exploração e empobrecimento" e que não é "amigo das famílias", mas sim uma "autêntica farsa".

Nas palavras que proferiu em Beja, Jerónimo de Sousa deixou claro que este é o "último orçamento de um governo que há muito devia ter sido demitido" e que tem deixado "um rasto de destruição e tragédia no país". Naquele contexto referiu que este governo fez descer o investimento para níveis nunca vistos com impactos desastrosos na recuperação da economia do país e no desenvolvimento das regiões. E referindo-se, em concreto, ao Alentejo deu exemplos para justificar as suas afirmações, referindo-se às assimetrias que persistem, ao Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, ao plano de acessibilidades rodoviário e ferroviário e à falta de apoio ao desenvolvimento dos setores produtivos, entre eles a agricultura.

No decorrer, e no final do seu discurso, Jerónimo de Sousa afirmou que há alternativa à política de direita e que essa alternativa, que o presente e o futuro reclamam, é a que o PCP propõe. O secretário-geral do PCP prosseguiu recordando as propostas que o seu partido tem para tirar o país do estado em que se encontra.

Jerónimo de Sousa a frisar em Beja que a política alternativa que o PCP apresenta é tão mais realizável quanto mais expressiva for a influência e o reforço deste partido, quanto mais forte for o desenvolvimento da luta de massas e mais largamente se afirmar uma vasta frente social de oposição à política de direita.

No final reafirmou que o PCP está disponível para assumir todas as responsabilidades que o povo lhe quiser confiar e que tudo fará para construir com todos os que assumirem a rutura com a política de direita, a alternativa que o país aspira.


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