PCP
Os comunistas começam por criticar a forma quase "secreta" como o documento foi elaborado pelo Governo e a CCDRA. A DRA do PCP, destaca ainda para além da falta de transparência em todo o processo, a "teimosia" da CCDRA e do Governo em não avançar para a elaboração de um plano estratégico de desenvolvimento para a região como pilar da definição das orientações para o aproveitamento das potencialidades da região que articule os diferentes instrumentos ao dispor.

Segundo a DRA a elaboração do PORA foi determinado por um elevado condicionamento dos municípios aos planos das Comunidades Intermunicipais e critica o facto dos municípios enquanto entidades autónomas e com personalidade própria, não terem participado directamente na elaboração e construção das prioridades e opções.

Diamantino Dias, da DRA do PCP, critica ainda o facto do documento não contemplar as obras públicas que foram iniciadas no Alentejo e que entretanto estão paradas.

Diamantino Dias considera ainda que há uma centralização do ponto de vista da gestão e que o documento foi feito à medida do governo tendo em vista a liquidação dos serviços públicos. Este responsável da DRA vai mais longe nas criticas e afirma mesmo que houve falta de democracia na elaboração do PORA.

O PCP salienta ainda a nomeação pelo governo de Pulido Valente, militante do PS para vice-presidente da CCDRA considerando que tal facto é em si mesmo revelador, por um lado do comprometimento do PS com as políticas do governo PSD/CDS para a região e por outro e para além de ambições pessoais, dos jogos de poder que se encaixam na alternância política a que PS e PSD tem sujeitado o País.

Finalmente, a DRA sublinha a importância do Plano Imediato de Intervenção Económica e Social apresentada pelo PCP na Assembleia da República que contém um conjunto de propostas com carácter prioritário, numa visão estratégica de desenvolvimento integrado de médio e longo prazo da região.

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