José Núncio presidente FENAREG

A FENAREG recorda que este é o quinto ano consecutivo em que os agricultores se confrontam com as questões da seca, nomeadamente com restrições de disponibilidade hídrica, em várias bacias hidrográficas e é neste contexto que apela à implementação de medidas mitigadoras que compensem a redução de rentabilidade dos agricultores e de medidas de fundo que antecipem e evitem perdas económicas, sociais e ambientais.

Entre as principais medidas propostas pela FENAREG aos deputados destacamos: a antecipação do pagamento dos apoios no âmbito da PAC; facilitar o acesso à água para abeberamento de gado, flexibilizando os processos para a abertura de furos ou charcas e ativar linhas de crédito para fazer face à previsível escassez de água e alimento, com garantia de Estado, para o caso da seca e fazer cumprir a função de Alqueva, de mitigar a seca, viabilizando o preço da água para reforço às albufeiras dos perímetros de rega confinantes.

A FENAREG avança, ainda, que algumas das medidas de fundo apresentadas no Parlamento integram uma proposta da Federação para uma “estratégia de longo prazo para o regadio em Portugal”, em que os regantes nacionais dão o seu contributo para a definição de políticas públicas de regadio até 2050 e apresentam um plano de ação a executar entre 2021-2027, período do próximo Quadro Comunitário de Apoio. O “Contributo para uma Estratégia Nacional para o Regadio” será apresentado no dia 14 de Junho, na Feira Nacional de Agricultura de Santarém.


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