CDU PCP

Na Declaração conjunta é recordado que o Alentejo representa 1/3 do território nacional e que tem sido esquecido, sucessivamente, pelo poder central. O documento prossegue frisando que “as condições de mobilidade através de transportes públicos rodoferroviários são cada vez menores e de mais baixa qualidade” e que o “encerramento de linhas, ramais e estações e a ausência de investimento na ferrovia e no material circulante ao longo de décadas, com consequência em longos períodos de espera, criaram uma situação de ruptura”. “A paragem de obras em várias vias de acesso rodoviário e a ausência de lançamento de outras” e a “continuada e deliberada degradação do Serviço Nacional de Saúde ao longo de anos” são outros dos aspetos referidos.

Os presidentes de Câmaras da CDU do Alentejo, subscritores desta declaração, valorizando e apoiando, as ações empreendidas por diversas entidades e personalidades, exigem que o poder central actue no imediato, aproveitando os fundos do Portugal 2020 e disponibilizando meios financeiros públicos, no sentido de responder com urgência aos problemas mais prementes da região. João Português, presidente da Câmara de Cuba é um dos subscritores e esclareceu à Voz da Planície, as razões que levaram a esta tomada de posição.

João Português identificou, igualmente, as diversas exigências que constam da Declaração, explicando a urgência na resolução das mesmas, para o desenvolvimento do Alentejo.

Os autarcas CDU no Alentejo querem mais investimento na rede ferroviária e material circulante e a reposição do comboio regional; a abertura sem portagens do troço já finalizado do designado IP8/A26; a concretização do prolongamento até Ficalho do IP8 em perfil de autoestrada e a eletrificação e modernização das vias ferroviárias, assegurando as ligações rápidas a Lisboa e Algarve, bem como a Espanha, assim como a concretização de ligação Sines/Caia, para mercadorias e passageiros.



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