Correios Aljustrel

O movimento considera que a transferência dos serviços para um agente privado, deixa a população sem várias valências, tendo em conta os exemplos conhecidos de anteriores privatizações em que, a prioridade passa a ser a maximização do lucro em desfavor da prestação do serviço público.

Vasco Santana, do Movimento de Utentes, aponta os principais argumentos para a contestação em torno do encerramento da Estação de Correios em Aljustrel.

Por outro lado, o município de Aljustrel vem, em nota de imprensa, contestar o encerramento da Estação de Correios na sede de concelho. A autarquia revela que numa reunião, realizada em meados deste mês, o director da Área de Gestão de Parceiros Sul dos CTT, confirmou o encerramento da Estação de Correios de Aljustrel e a sua reconversão em Posto de Correio, gerido por outra empresa privada.

Segundo a Câmara Municipal, esta decisão nunca antes tinha sido dada a conhecer ao município representando, por isso, uma atitude desrespeitadora das regras de bom relacionamento que nortearam, no passado, a relação dos CTT com o Município de Aljustrel, bem como violadora dos compromissos firmados por esta empresa com as Associações Nacionais de Freguesias e vertidos no próprio acordo de concessão entre os CTT e o Estado Português.

O município, reafirma a sua absoluta discordância com este processo, posição de que já deu conhecimento, por ofício, ao 1º ministro, ao presidente da Associação Nacional de Municípios e à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo.

No entendimento da autarquia, o encerramento da Estação de Correios de Aljustrel, situada numa sede de concelho, e a passagem deste serviço para uma entidade terceira do sector privado, coloca em causa o contrato de concessão deste serviço, pelo que já encetou acções de carácter judicial com o objectivo de impedir ou anular este processo.








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