Beja Autárquicas

A história do Poder Local Democrático dita-se em Beja pela permanência de coligações representadas pelo PCP até às eleições de 2009 altura em que, pela primeira vez, o Município assume tonalidades rosa. 

Em 1976 as eleições em Beja foram vencidas pela FEPU - Frente Eleitoral Povo Unido -  sendo a Câmara Municipal presidida por José Carlos Colaço, tendo como oposição apenas eleitos do PS. Em 1979 a força vencedora é a APU - Aliança Povo Unido com uma margem confortável de 56,51 por cento, dividindo-se a oposição, desta vez, por um eleito do PS e outro da AD - Aliança Democrática. A presidência da Câmara Municipal mantem-se com José Carlos Colaço.

Em 1982 o cabeça de lista pela APU é Carreira Marques que vence as eleições ao Município de Beja. Quatro anos mais tarde a APU volta a ter maioria absoluta com Carreira Marques a ser eleito para mais um mandato.

Em 1989 Carreira Marques vence novamente as eleições ao Município de Beja, desta vez pela coligação PCP/PEV, força política pela qual se mantém durante mais três mandatos, ou seja, até 1997.

Quatro anos depois, a coligação Democrática Unitária representada pelo PCP/PEV obtém mais um mandato à Câmara Municipal de Beja desta vez com o médico Francisco Santos que lidera os destinos do concelho durante um mandato.

Sendo a força mais votada em Beja desde o início do Poder Local Democrático em Portugal, a CDU é destronada em Beja nas eleições de 2009 com a candidatura de Jorge Pulido Valente, o ex-autarca de Mértola que fez uma passagem cirúrgica pela administração da EDIA, presumivelmente, como forma de aproximação aos destinos do Município bejense.

O próximo acto eleitoral vai ditar se o eleitorado mantém a confiança política em Pulido Valente, novamente candidatado pelo PS, ou se vai mudar. Os outros candidatos a Beja são João Rocha, o histórico de Serpa que aposta na experiência para tentar reconquistar o eleitorado militante e simpatizante da CDU. O trabalho realizado em Serpa leva o candidato a procurar simpatias muito para além do habitual círculo de influência da CDU. A equipa da coligação recupera o nome de Carreira Marques que é apresentado como mandatário.

Pelo PSD e CDS/PP concorre João Pedro Caeiro, um jovem arquitecto de Beja.

Pela segunda vez consecutiva, as eleições ao Município de Beja vão ser disputadas por um movimento extra-partidário. Nas eleições de há quatro anos a concorrente foi Dulce Amaral, pela Força Autárquica Independente. Para as eleições agendadas para o final de Setembro, Lopes Guerreiro, que já foi presidente da Câmara Municipal de Alvito e vereador na Câmara de Beja, apresenta-se como cabeça de lista do Movimento "Por Beja com Todos". Este movimento, que se apresenta como um espaço alternativo, conta com o apoio de alguns dos principais activistas do Bloco de Esquerda.

Pelo PS vai recandidatar-se o actual presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente que faz uma remodelação na equipa, deixando cair dois dos vereadores mais contestados e perde o mandatário de há quatro anos, o médico José Barriga que, nestas eleições, não aceitou o convite para mandatário desta candidatura do PS. O mandatário nestas eleições é o pediatra Agostinho Moleiro.

Com cerca de 35 700 habitantes, Beja é sede de um dos maiores municípios de Portugal. Actualmente com 18 freguesias, das quais quatro são urbanas, Beja vai "encolher" no que diz respeito ao número de freguesias.

No quadro da Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, Beja passa de 18 para 12 freguesias. Na cidade, Santiago Maior agrega-se com S. João Batista e Salvador junta-se a Santa Maria. De quatro passa para duas freguesias urbanas. No que diz respeito às freguesias rurais, Trigaches une-se com S. Brissos; Salvada com Quintos, sendo que as uniões de freguesias vão ainda juntar Albernoa e Trindade e Santa Vitória/Mombeja.


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