Bloco Esquerda

Naquele encontro, o BE discutiu a situação atual dos “melhores solos do país, como os barros de Beja” e concluiu que é “insustentável”, devido à erosão, sobrecarga de pesticidas e fitofármacos que ameaçam a vida animal e vegetal. Para o BE, a contaminação das linhas de água, a poluição atmosférica e os maus cheiros que afetam as populações e motivam protestos como em Fortes, no concelho de Ferreira do Alentejo também têm de ser denunciadas.

Na nota de imprensa enviada à nossa redação, o BE afirma que o debate sobre “Monoculturas… e o deserto aqui tão perto”, realizado em Serpa, “constituiu um êxito, pelo número de participantes e pela qualidade das intervenções, com destaque para Cláudio Torres e Maria José Roxo, responsável científica pelo Centro Experimental de Erosão de Vale Formoso.” Neste contexto é avançado que “ o Bloco apresentará iniciativas legislativas que visam estabelecer limites à proliferação de monoculturas intensivas, quanto à sua densidade, às áreas de manchas contínuas e ao respeito de corredores ecológicos que salvaguardem a biodiversidade.”

O BE deixa ainda, uma nota sobre o preço da água de Alqueva, dizendo que a EDIA tem de impor regras de diversificação cultural e proteção ambiental. Acrescenta que “com o alargamento do perímetro de rega de Alqueva em mais 45 mil hectares, em contexto de seca severa, é preciso deixar claro que o abastecimento de água às populações é prioritário face às monoculturas que poucos empregos criam e lucram milhões à força de trabalho escravo.”


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