O anúncio foi feito por Rui Garrido, presidente da ACOS-Agricultores do Sul, durante o seu discurso na inauguração do I Congresso Hispano-Luso de Pecuária Extensiva que decorre, desde ontem, em Sevilha. Rui Garrido esclareceu que a próxima edição vai realizar-se, em Beja, na primavera de 2020, por altura da 37ª Ovibeja.

Apesar da ACOS exercer a sua atividade no centro do projeto de Alqueva, Rui Garrido recordou que é a agricultura de sequeiro que predomina no Alentejo, representando 85% da superfície agrícola útil deste território. Continuou frisando, que é exactamente, nas zonas de sequeiro que se encontra a floresta associada à pecuária extensiva, local que enfrenta os problemas da desertificação e do despovoamento, à semelhança do que acontece nas zonas interiores do outro lado da fronteira.

O objectivo do Congresso é abordar a importância do sistema de produção pecuária em extensivo, abordar e refletir sobre as suas práticas, os seus desafios, assim como a comercialização dos seus produtos, dando também a conhecer aos órgãos do poder nacionais e locais, as importantes mais valias do sistema de produção em extensivo para o meio ambiente.

Durante os dois dias do encontro estão a ser promovidos intercâmbios de experiências, com vista ao aumento do conhecimento tanto de produtores, como de técnicos para otimização de recursos.

Em paralelo, analisa-se o mercado, do ponto de vista das exigências do consumidor, as tendências no consumo de carne e os desafios sanitários e aborda-se a integração e aplicação de novas tecnologias neste setor produtivo.

A 1ª edição desta iniciativa pertence às Cooperativas Agroalimentares da Andaluzia e a Federação dos Agrupamentos de Defesa Sanitária Animal espanhola (Federación de Agrupaciones de Defensa Sanitaria Ganadera – FADSG), em colaboração com a ACOS – Associação de Agricultores do Sul e a União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo (ADS). 


Comente esta notícia

Galeria de fotos