Florival Baiôa

Esta semana foi revelado que o Museu Regional Rainha D. Leonor vai passar para a tutela do Ministério da Cultura, com gestão partilhada da Câmara de Beja e da Delegação Regional de Cultura do Alentejo. A adpBeja – Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja mostra-se preocupada com esta questão e defende que deveria ter sido a autarquia bejense a assumir a tutela, “até porque fez esta promessa eleitoral”. Isto mesmo afirma o presidente da adpBeja, Florival Baiôa, dizendo que só esta tutela permitiria ter um Museu que conte a história da cidade e da região.

Neste processo, frisa Florival Baiôa, ficou clara a incapacidade de Assembleia Distrital, CIMBAL e Câmara de Beja tratarem deste património da região. Mas considera, também, que não deveria ter passado para as mãos do Ministério da Cultura. Florival Baiôa justifica a sua posição referindo que, com o caos que se passa nos outros museus da rede do Ministério, não acredita que haja verbas para Beja, mas sim que para o Museu Rainha D. Leonor o caos vai ser o mesmo.

Florival Baiôa diz, ainda, que houve muitas verbas comunitárias para o património que podiam ter sido aproveitadas e não foram, sem que se perceba a razão e acusa os sucessivos executivos da Câmara de Beja de “desleixo” em relação ao Museu. Avança que está marcado um debate público, sobre esta matéria, para o dia 20 deste mês, às 21.00 horas, no auditório da Biblioteca de Beja, para se esclarecer as pessoas sobre o que se está a passar. Um debate para o qual foram convidados: delegada regional de Cultura do Alentejo e os presidentes do Conselho Intermunicipal da CIMBAL e da Câmara de Beja.

O acervo do Museu é outra das grandes preocupações da adpBeja. Considera que a “gestão” do Ministério da Cultura não será igual à atual e que poderão haver pontos de atração que podem desaparecer. Excertos da entrevista de Florival Baiôa, presidente da adpBeja, concedida à “Semana vista por” e que pode ouvir hoje, na íntegra, no jornal das 17.00 horas.


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