Os cabeças de lista, dos quatros partidos atualmente com assento parlamentar esgrimiram ontem, no debate promovido pela Rádio Voz da Planície de Beja, os argumentos que podem levar os eleitores do distrito a optarem pelas suas candidaturas no dia 4 de outubro.

Durante o debate, a cabeça de lista, da Coligação Portugal à Frente, Nilza de Sena, defendeu que a região precisa de dar o salto e passar para uma agricultura com indústria, deixar de ver o Estado como motor e passar a encará-lo como parceiro. Acrescentou que a região precisa que lhe sejam alocados mais fundos.

João Ramos, o número um da lista da CDU deixou claro que o desenvolvimento da região passa pelo aumento da produção, agrícola, no regadio, no extensivo e no sequeiro, assim como na agroindústria e no setor mineiro, fontes geradoras de emprego e de fixação de pessoas. Distribuir melhor a riqueza e infraestruturar a região dotando-a de acessibilidades também é fundamental, acrescentou.

Mariana Aiveca, que lidera a lista do Bloco de Esquerda argumentou que não é possível gerar desenvolvimento sem programas nacionais que libertem recursos e que façam uma melhor distribuição da riqueza. Defendeu ainda, que o desenvolvimento da região se faz através da potenciação de todos os seus recursos endógenos, para que se possa criar emprego e fixar população.

Pedro do Carmo, que assume a liderança da candidatura do PS, chamou a atenção para o facto, de considerar que a agricultura é o pilar de desenvolvimento desta região, assente em Alqueva, projeto que o PS ajudou a criar, captando mais agroindústria, mas sem esquecer a preservação do ambiente e do mundo rural.

Todos os candidatos deixaram claras as razões pelas quais, os eleitores do distrito de Beja devem optar pelas suas candidaturas a 4 de outubro.

João Ramos, cabeça de lista da CDU, frisou que os deputados da Coligação são de confiança, que têm provas dadas e que o voto da mudança é nesta força política.

Nilza de Sena, a número um da lista da Coligação "Portugal à Frente", referiu que apesar de não ser da região, acredita poder dar um bom contributo para a mesma e que a 4 de outubro se vai escolher entre continuar na rota do crescimento ou do regresso ao passado.

Pedro do Carmo, que lidera a lista do PS, voltou a pedir dois deputados para os socialistas, recordando que os dois primeiros nomes da candidatura socialista são a voz do Baixo Alentejo.

Mariana Aiveca, a líder da candidatura do BE, pediu confiança na sua candidatura e disse que o Alentejo merece mais esquerda no Parlamento, frisando que o voto útil deve refletir o desejo de viver aqui.

O debate está disponível on-line em www.vozdaplanicie.pt


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