Papelaria Fernandes

Em nota de imprensa, os vereadores da CDU recordam que foi a uma reunião de Câmara um orçamento para manutenção daquele edifício, num valor de cerca de 5 mil euros, e para utilização na campanha da autarquia bejense "Entre no Natal pelas Portas de Mértola", que a utilização do espaço em causa não chegou a ser discutida em reunião de Câmara e que até Junho passado foi utilizado para aquele fim, o da campanha referida, ou seja pouco antes de se transformar em sede de campanha do PS.

Em declarações à Voz da Planície, o vereador da CDU Miguel Ramalho afirmou que é preciso clarificar três questões, relativamente ao contrato do edifício da antiga Papelaria Fernandes com a Câmara de Beja, nomeadamente: Quanto foi pago ao proprietário do edifico pela utilização do mesmo desde Dezembro?Em caso de pagamento, qual a entidade que assumiu essa responsabilidade? E no caso de não ter havido lugar a pagamento, quais as contrapartidas que foram assumidas pelo município ou outra entidade?

Miguel Ramalho referiu ainda, que foi respondido pelo Presidente que a utilização tinha sido objecto de contrato em que não houve pagamento de renda, que pensava que o assunto tinha ido a reunião de Câmara e que, tinha de ver com o Vereador Miguel Góis porque não foi àquele órgão. Facto concreto frisou Miguel Ramalho, é que esse contrato, existisse contrapartida financeira ou outra, deveria ter ido a reunião de Câmara, situação que não aconteceu.

Os Vereadores da CDU dizem, igualmente, que solicitaram cópia do contrato, o qual, a existir, o mesmo e as referidas condições só serão ratificados perto de 20 reuniões de Câmara depois e que este é um assunto com contornos que exigem esclarecimento, sobretudo pela utilização que o edifício veio posteriormente a assumir. As declarações são também do vereador Miguel Ramalho.

Jorge Pulido Valente fez questão de frisar à nossa estação, sobre as acusações que lhe são efectuadas pelos eleitos da Coligação, que existe um acordo da Câmara com o proprietário para a campanha de Natal e que querer relacionar aquela questão com o facto, do edifício estar a ser utilizado para sede de campanha é um acto declarado de "má-fé" por parte dos vereadores da CDU.

Jorge Pulido Valente disse também que é clara e transparente a utilização do edifício para a campanha de Natal, sem contrapartidas financeiras, mas sim de obras de manutenção no edifício.

O presidente da Câmara de Beja revelou, igualmente, que a candidatura que lidera tem um contrato estabelecido com o proprietário do edifício, que determina o pagamento de uma renda mensal, tal como estipula a lei, e que compreende a preocupação da CDU, por saber que quer esta força política, quer o PSD estavam interessados naquele espaço e que só não o conseguiram porque foi o primeiro a efectuar o contacto

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E esta gente censura, fala e admira-se das garotices do governo? Os políticos são todos iguais, independentemente do nível hierárquico em que se encontram. O que unicamente conta é satisfazer os interesses do PARTIDO, sem esquecer o próprio UMBIGO. É isto que temos que suportar e é isto que nos desmotiva de participar na DEMOCRACIA. INFELIZMENTE.

ATENTO

30/11/-0001