Conceição Casanova

São cerca de 34 milhões de euros para gerir em 2018, mais 600 mil euros que em 2017, num orçamento "marcado pelo rigor e transparência", que vai servir para "concretizar alguns projetos que transitaram do mandato anterior e lançar novas ideias. Para 2018 são prioridades a recuperação urbanística, o aumento de 5% no valor das transferências para as freguesias do concelho, o apoio aos Bombeiros Voluntários de Beja, em mais 10% e uma intervenção diferenciadora no Mercado Municipal, nas Piscinas Descobertas e na Casa da Cultura", frisou o presidente da Câmara na apresentação, sumária, que fez das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2018. Paulo Arsénio referiu ainda, que não houve tempo para ouvir as freguesias e outras entidades, que não foi ouvido o Partido Ecologista "Os Verdes" por erro deste Executivo, que o não convocou e que foram incluídas duas propostas do BE, nomeadamente a introdução dos manuais escolares no 7º ano de escolaridade e o Conselho Municipal de Inclusão.

Em representação dos eleitos do PS falou Ana Horta, frisando que a aprovação dos documentos previsionais era o esperado e relevando a qualidade das propostas apresentadas no curto espaço de tempo que o atual Executivo teve para a sua preparação.

Os eleitos da CDU abstiveram-se, viabilizando os documentos e fazendo uma declaração onde foi referido que os documentos não introduzem novidades em relação aos anteriores, mas referindo que há diferenças negativas, que o eleito João Dias enumerou. Neste contexto salientou que este orçamento termina com a expansão industrial que estava em marcha, o novo pavilhão municipal de desportos já com projeto concluído, a revitalização do centro histórico e as obras de beneficiação dos bairros periféricos. Para os eleitos da CDU estas foram as opções políticas assumidas. João Dias lembrou ainda, que este Executivo quer fazer de Beja "o centro do Sul", dizendo que para isso não basta proclamar, mas sim mostrar audácia, em defesa do concelho, junto do Governo e no investimento local, características que não são reveladas nos documentos propostos.

Nesta sessão foi eleita, igualmente, a Mesa da Assembleia Municipal. Fernando Romba renunciou ao cargo de presidente, em dezembro passado, depois de ter assumido as funções de 1º secretário do Secretariado Executivo da CIMBAL e apenas os eleitos do PS apresentaram uma lista, que mereceu 14 votos em branco e 18 a favor, elegendo assim, Conceição Casanova para presidir ao órgão. É a primeira vez que uma mulher preside a Assembleia Municipal de Beja, facto que Conceição Casanova relevou nas palavras que proferiu, e é coadjuvada pelo 1º secretário Carla Barriga e pelo 2º secretário José Álvaro Pereira.

Os eleitos da CDU justificaram, com uma declaração, os motivos pelos quais não apresentaram lista e neste contexto, o deputado municipal João Dias explicou que considerando que o sentido de voto três meses depois seria o mesmo do primeiro, não valeria a pena fazer uma proposta. Acrescentou contudo, que se deveria ter acautelado a situação de Fernando Romba facto, que não prestigiou o órgão. A eleita do PS Ana Horta respondeu revelando que quando Fernando Romba foi proposto não se fazia ideia do cargo que viria a ocupar.


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