ecos e sinais

Francisco B.Gomes, Investigador Pós-Doutoral da UNIARQ-Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da mesma Universidade, é o orador convidado da conferência que tem início marcado para as 21.30 horas.

A recente identificação das numerosas necrópoles da I Idade do Ferro do interior alentejano veio transformar profundamente o panorama dos conhecimentos sobre esta região nos inícios do I milénio a.n.e.. Os dados que estes conjuntos funerários oferecem para o estudo das comunidades que neles depositaram os seus mortos são abundantes e diversos, mas entre os mais chamativos contam-se uma série de elementos iconográficos, especialmente terracotas figurando animais (aves e uma excepcional representação de um touro). Além de permitirem abordar as realizações artísticas destes grupos, estas imagens servem também como janelas para a compreensão do pensamento simbólico e religioso destas comunidades, indelevelmente marcado pelos seus contactos, directos ou indirectos, com populações oriundas do Mediterrâneo Oriental, portadoras de um complexo sistema simbólico que conhecerá múltiplos ecos e adaptações no Extremo Ocidente peninsular.

A conferência é organizada pela Câmara Municipal de Beja, EDIA-Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva e Direcção Regional de Cultura do Alentejo.



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