Debate Autárquicas 2013 - Beja

Desenvolvimento económico e social, município e a gestão da coisa pública e freguesias foram os três temas em que os quatro candidatos centraram as suas propostas, mas foi o segundo que mais polémica levantou, quando vieram a lume, mais uma vez, as contas da autarquia de Beja.

Nas várias rondas pelo público ouviram-se preocupações referentes às questões do associativismo, esvaziamento de serviços públicos, transportes, trânsito, Museu Regional, freguesias e centralidade.

Lopes Guerreiro, o candidato do Movimento "Por Beja com Todos", defendeu uma gestão participada, o regresso do orgulho aos bejenses e a fixação de pessoas, tudo em harmonia com as questões do ambiente. Referiu, igualmente, que o concelho está deprimido, que o bipartidarismo o tem prejudicado, frisou que a candidatura que lidera se assume como uma verdadeira alternativa e disse acreditar que o eleitorado saberá escolher as melhores propostas.

João Pedro Caeiro, candidato do PSD/CDS-PP, lembrou que lidera uma equipa jovem, que quer mais para um concelho, que merece mais atractividade, fixação de população e que seja motivo de orgulho. Acrescentou que se for eleito o diálogo político vai ser uma marca da sua actuação e referiu também, que faz falta ao próximo Executivo camarário um vereador que sirva de charneira e que consiga evitar a troca de "acusações", a que se tem assistido nos últimos tempos.

João Rocha, candidato da CDU, referiu que a agricultura é um factor de desenvolvimento para o concelho, a par de outras áreas, e voltou a frisar que se deve apostar na requalificação do centro histórico, como motor de desenvolvimento para as questões do património, do turismo e da cultura. Sobre as contas do Município e sem querer entrar em pormenores, João Rocha disse que não há transparência e que no caso de ser eleito, que as mesmas serão tornadas públicas. Considerou, igualmente, que Beja precisa de um novo rumo e acima de tudo de uma gestão participada e competente.

Jorge Pulido Valente, o candidato do PS, disse que o segundo mandato, caso seja reeleito, vai seguir o rumo do primeiro, mas com um novo impulso. Fez questão de deixar claro que fez obra e que pagou dívidas, voltando a reiterar que foram pagos 11 milhões de euros, que as contas do Município são públicas e que não é possível esconder nada, no que a esta matéria se refere. Acrescentou que vai continuar, se merecer de novo a confiança dos eleitores, a apostar na aceleração da economia e finalizou relevando que preparou o futuro e pedindo o voto no PS.

Será um destes quatro candidatos, aquele que vai merecer a confiança do eleitorado do concelho de Beja, no dia 29 deste mês, e o escolhido para comandar os destinos do Município até 2017.

Fotos: João Domingos / IPBeja


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