Autárquicas Coordenadores Distritais

José Nicolau Gonçalves, coordenador autárquico do PS, assumiu que os socialistas querem reforçar a sua votação no distrito, aumentar o número de autarquias, que neste momento são sete, e os votos no concelho de Beja, por acreditarem que o mandato de Jorge Pulido Valente tem provas dadas e que vai merecer de novo, a confiança dos eleitores.

Humberto Nixon, vice-presidente da distrital e membro da estrutura autárquica do PSD, revelou que o seu partido quer manter Almodôvar, ganhar Alvito e vereadores em Moura. No caso de Beja recordou que a candidatura de Pires dos Reis em 2009 foi soft e que as apostas em João Pedro Caeiro, para a Câmara da capital de distrito, e de José António Falcão para a Assembleia Municipal são para recuperar o vereador e aumentar o número de deputados municipais.

Manuel Reis, coordenador autárquico da CDU, afirmou que a Coligação pretende reforçar a sua votação no distrito, assim como recuperar Beja e Aljustrel. Frisou, igualmente, que a candidatura à capital de distrito, liderada por João Rocha, não é para derrotar Jorge Pulido Valente, mas sim para ganhar Beja.

Alberto Matos, coordenador do BE, tendo em atenção que o Bloco só apresenta candidaturas a Almodôvar, Odemira e Serpa, revelou que as mesmas são para acabar, naqueles concelhos, com as maiorias absolutas. Sobre o apoio para a capital de distrito à candidatura do movimento "Por Beja com Todos" disse que com a mesma, as maiorias terminaram e que está em condições de disputar a vitória.

Quanto a estratégias delineadas para se alcançarem os objectivos identificados, o coordenador do BE avançou que a aposta está em falar olhos nos olhos, em ouvir as pessoas e na realização de debates.

Para o PSD, as estratégias passaram desde o início pela escolha de novos candidatos e de nomes com provas dadas, que possam garantir uma votação expressiva. Humberto Nixon desvalorizou ainda, a influência do Governo nacional no resultado das autárquicas.

O coordenador do PS assegurou que o seu partido fez a escolha dos seus candidatos em tempo oportuno e nos nomes capazes de garantir vitórias.

O coordenador da CDU referiu que a campanha é feita no terreno e que as pessoas e o contacto com as mesmas são as estratégias que a Coligação está a valorizar nestas autárquicas.

Todos os coordenadores, com excepção do PSD, se mostraram preocupados com o facto, das pessoas puderem optar por não votar nestas eleições, por estarem descontentes com a actuação do Governo e apelaram à ida às urnas no dia 29 deste mês.

O coordenador da CDU e do BE quiseram deixar claro ainda, que a votação nas autárquicas é fundamental para a manutenção do poder local democrático, que PS e PSD quiseram condenar com a aprovação da lei que extinguiu muitas freguesias e que uniu outras.


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