João Português

João Português, presidente do Município de Cuba, revela à Voz da Planície que, “de uma vez por todas, os poderes políticos e os representantes das populações” têm que ter uma voz mais ativa e descreve o episódio de sexta-feira passada como “situação limite” que “põe em causa a dignidade dos passageiros da CP”.

Perante este quadro, o autarca explica que a Câmara de Cuba avançou com uma exposição do assunto junto Primeiro-Ministro e do respetivo ministério que tutela os transportes, bem como junto dos demais órgãos políticos de soberania”, para que sejam apresentadas pelo Governo soluções concretas sobre este que é um “problema efetivo” dos concelhos de Cuba, Beja e Alvito.

João Português afirma que caso não sejam tomadas medidas concretas, este incidente não será o único a acontecer e acrescenta que, apesar da CP ser a empresa que gere este processo, é uma empresa pública e, por isso, é ao Governo que tem que se pedir responsabilidades.

O autarca salienta que a Câmara cubense “tem um histórico” e “um processo longo de reclamação dos direitos das populações e do lamentável estado a que chegaram os caminhos-de-ferro em Portugal”, nomeadamente, no Alentejo. Prossegue, dizendo, que “o que está a acontecer é bater no fundo de tudo aquilo que o município de Cuba tem vindo a falar nos últimos tempos”.

Recorde-se que a autarquia de Cuba já tinha entregue aos vários grupos parlamentares um Caderno Reivindicativo, onde foi exigida a modernização e eletrificação da linha ferroviária entre Beja e Casa Branca.

A autarquia cubense sublinha que é “imperativo voltar a olhar com prioridade para este meio de transporte”, de forma a, por um lado “potenciar o desenvolvimento socioeconómico da região” e, por outro, “garantir, de uma vez por todas, a segurança e qualidade do serviço do transporte ferroviário no Alentejo”. 

Em resposta à Voz da Planície, a CP esclarece que depois “da avaria do Comboio Intercidades sofrida pelas 20.17 horas”, a empresa “contactou de imediato a Proteção Civil de Beja, para solicitar apoio na retirada dos passageiros”.

A CP frisa que “os bombeiros enviados pela Proteção Civil, providenciaram a entrega de água aos passageiros e realizaram, posteriormente, o transporte dos mesmos para a Estação de Vila Nova de Baronia” e, diz que “procurou contratar um autocarro que transportasse os passageiros entre a Estação de Vila Nova da Baronia e os seus destinos finais, mas não foi possível encontrar um autocarro disponível”.

Sublinha, ainda, a ideia de que “as equipas da CP que geriram esta ocorrência no terreno, procuraram minimizar os inevitáveis impactos junto dos passageiros, com o auxílio pronto e imprescindível da Proteção Civil de Beja e termina deixando a garantia que “o revisor a bordo do comboio esteve sempre junto dos passageiros” e, portanto, “a CP não os abandonou no local”.


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