igreja prazeres

O Bispo de Beja assegurou que o Ministério da Cultura comunicou estar desatualizado o protocolo em causa e que o mesmo poderia ser renovado, desde que a Diocese assegurasse o pagamento do ordenado ao funcionário José António Falcão. Posto isto, D. António Vitalino Dantas diz ter levado à apreciação dos órgãos colegiais da Diocese esta informação sobre a qual recaiu a decisão de não renovação, tendo em atenção os custos a suportar. Desta situação resultou naturalmente, já que a data da decisão remonta a 31 de maio deste ano, segundo o Bispo de Beja, o regresso de José António Falcão ao seu Ministério de origem.

O Bispo de Beja avançou ainda, que por estar no final da sua regência, a decisão final caberá ao seu sucessor, o Bispo D. João Marcos, que poderá vir a ter entendimento diferente sobre esta matéria. Seja como for, no final deste mês será decidido o futuro do Departamento, a breve trecho, através da nomeação de uma nova direção, deixou claro, igualmente, D. António Vitalino Dantas.

A Voz da Planície contactou José António Falcão para o ouvir sobre esta matéria, tendo o mesmo remetido declarações para mais tarde.

Recorde-se que Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja foi criado em 1984, pelo então Bispo de Beja, D. Manuel Falcão, tendo por missão o estudo, a salvaguarda e a valorização do património cultural religioso do Baixo Alentejo, que o mesmo tem sido responsável por um vasto trabalho de restauro de inúmeros monumentos religiosos, entre eles - e com a Associação Portas do Território (APT), que reúne Departamento e Município de Beja -, a requalificação da Catedral de Beja, devolvida à população no final de 2015. A nossa estação sabe ainda, que estas mudanças na Direção do Departamento podem atrasar, ou inviabilizar, a recuperação da Basílica Real de Castro Verde e de um monumento religioso em Serpa, na medida em que os projetos foram preparados por José António Falcão.

Este Departamento foi responsável também, pela criação de uma rede de museus, pela realização de exposições de arte sacra em Portugal e no estrangeiro, pela promoção de encontros e congressos, alguns dos quais de âmbito internacional e pela criação do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra, de grande destaque fora, e dentro, do país e que cumpre em 2016 a sua 12ª edição, terminando em Beja nos dias 18 e 19 deste mês.


Comente esta notícia