Paulo Arsénio

O presidente da Concelhia de Beja do PS, eleito em Dezembro passado, assegura que só se vai concentrar nas autárquicas de 2017 depois das legislativas, mas deixou claro que até lá a oposição vai ser feita através de uma postura construtiva e adiantou que este mês vai ser realizada uma reunião para a concertar.

Paulo Arsénio revelou que o executivo sombra formado por Jorge Pulido Valente vai ser discutido naquele encontro, que não compete à Concelhia dissolver o que não criou, mas que vai ter de ser tomada uma decisão necessariamente sobre esta matéria, que foi traçada numa altura de fosso político no PS de Beja, ou seja na transição do mandato de António Mourão para o seu.

O presidente da Concelhia de Beja do PS frisou que o regresso à autarquia em 2017 é um objectivo do seu mandato, mas sem obsessões, porque no quadriénio para que foi eleito tem quatro actos eleitorais para preparar e avançou também, que daqui a quatro anos Jorge Pulido Valente pode ser candidato, tal como um independente ou até autarcas de outros concelhos que vão terminar os seus mandatos, nomeadamente Pedro do Carmo ou Aníbal Costa.

Paulo Arsénio deixou contudo, a indicação de que o PS quando concorre sobre o seu "umbigo" não tem qualquer hipótese em eleições autárquicas e que vai ter de alargar o âmbito da sua candidatura se quiser ter alguma possibilidade.

Nesta conversa, o presidente da Concelhia de Beja do PS anunciou a criação para breve de grupos de trabalho no seio do órgão, com militantes que não tenham participação política activa, que se vão dedicar a matérias como a saúde, mostrando neste contexto grandes preocupações com as notícias referentes ao encerramento de camas no Hospital distrital e frisando que os socialistas do concelho vão dedicar especial atenção a esta matéria. Disse também que espera que os grupos possam começar a funcionar no final do primeiro trimestre deste ano.

Em quatro anos, Paulo Arsénio quer construir um PS forte, ganhador, tolerante e inclusivo e criar uma Concelhia mais interveniente, mas que faça intervenção com qualidade e de forma crescente, apresentando propostas e soluções.

Explicou que a abstenção dos socialistas na votação, em sede de Assembleia Municipal, do Orçamento e Grandes Opções do Plano para Beja, para o ano de 2014, significou dar o benefício da dúvida ao actual Executivo municipal da CDU e que a actuação do seu partido vai ser de elevação política, como forma de dignificação do PS e da actividade partidária.


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