População de Ervidel em protesto

Um grupo expressivo de populares, ao aperceber-se que estavam a ser removidos alguns símbolos e elementos da estrutura da estação de correios de Ervidel, concentrou-se junto ao edifício, impedindo a continuação dos trabalhos de desmantelamento.

Após a interrupção das obras, foi a própria população que uniu esforços e repôs os elementos deteriorados, assim como os restantes rebocos.

O episódio aconteceu na passada sexta-feira e o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Nobre explicou como tudo se passou, frisando que os empreiteiros encontrados no local disseram que estavam a "trabalhar para os correios". Acrescentou que se tratou de mais uma acção da Administração dos Correios que, aparentemente visa eliminar definitivamente qualquer alusão à estação de correios de Ervidel, e que a população, atenta, prontamente impediu.

Antónia Crispim, de Ervidel, foi apenas um dos muitos populares que se juntaram para impedir o desmantelamento da estação de correios e que contribuiu para a reposição das peças retiradas do local. À Voz da Planície Antónia Crispim deixou claro que a população de Ervidel não consente que ninguém toque no edifício dos correios.

O povo de Ervidel, em conjunto com a Junta de Freguesia frisa que o edifício em causa está concessionado aos CTT, há décadas, cerca de 50 anos, com um grande contributo da população, que ao longo dos anos o equipou e adaptou de forma voluntária, desde o mobiliário à própria estrutura do edifício, logo, não aceita o seu desmantelamento e encerramento nas suas costas, continuando a exigir a seu reabertura.

 

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