CGTP

Cristina Barata, da União de Sindicatos do Distrito de Beja (USDB) na Comissão de Igualdade da CGTP, revelou que “a discriminação salarial que continua a existir e a afetar, em 40%, os mais jovens e as mulheres, é o aspeto que mais se faz notar nos resultados do estudo”.

As dificuldades na “conciliação entre a vida familiar e profissional é outro dos aspetos mais evidente neste estudo”, frisou, também, Cristina Barata. Neste caso, esclareceu, “as mulheres são as que trabalham mais horas por semana e por turnos, com direitos bloqueados, vidas adiadas e dificuldades acrescidas no acesso a determinadas aspirações profissionais”.

Cristina Barata revelou que “Portugal é o país da Europa com a mais baixa taxa de natalidade e fecundidade, porque as mulheres deixam cada vez para mais tarde a questão da maternidade”. Referiu, ainda, que “há legislação que prevê o cumprimento de determinados direitos que podem ser reclamados, até porque as questões da desigualdade podem afetar mulheres e homens”. Para Cristina Barata “falta vontade política efetiva na fiscalização da legislação laboral”.

Cristina Barata revelou, ainda, que “para responder a necessidades diagnosticadas, numa visão integrada, a CGTP, através da sua Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH), elaborou um Guia Prático – Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho, que aborda seis temáticas concretas: Igualdade entre homens e mulheres no acesso ao trabalho, no emprego e na formação; Igualdade salarial entre homens e mulheres; Conciliação da vida profissional com a vida familiar e pessoal; Maternidade e Paternidade; Assédio no trabalho e Doenças profissionais das mulheres trabalhadoras.”


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