FENAREG

As afirmações surgem à margem das Jornadas FENAREG 2018, que decorrem desde ontem em Montes Velhos, Aljustrel, onde foi apresentado, por parte da Federação Nacional de Regantes de Portugal e da Federação das Associações dos Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA), um estudo que propõe um novo modelo de gestão do regadio público na área de influência do EFMA (Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva), uma antiga reivindicação por parte destas organizações.

José Núncio, presidente da FENAREG, sublinhou a ideia de que com um novo modelo de gestão do regadio público na área de influência do EFMA, “seria dada a possibilidade aos agricultores de escolherem se querem que a rede secundária do bloco de rega em que estão integrados, seja gerida a nível central ou por uma associação de regantes”, frisando que é assim que acontece em todas as obras de rega nacionais.

Recorde-se que com a aproximação da conclusão da 1ª fase do EFMA, o Estado celebrou contratos de concessão para a gestão dos blocos de rega, ficando a maior parte destes concessionados à EDIA, à excepção do Bloco de Aljustrel que foi integrado na concessão do Roxo, e do Bloco 12. A 31 de dezembro de 2020 terminam as concessões, pelo que o Estado terá que rever o assunto e incluir a futura concessão dos blocos da 2ª fase do EFMA.

O período de concessão destas infraestruturas secundárias à EDIA, ao ser fixado em apenas 7 anos, demonstra, de acordo com a FENAREG, “uma situação de transição”. Por esta razão José Núncio, não acredita que a concessão seja renovada à EDIA, uma vez que o período normal de concessão são 35 anos.

Já José Pedro Salema, presidente da EDIA, mostra-se bastante optimista e afirma que estão reunidas todas as condições para que em 2020, o Governo faça uma concessão à EDIA de longo prazo. Diz mesmo que “a evidência é tão grande, que não concebe outro resultado”.

José Pedro Salema revela que de 2013 até hoje “confirmaram-se as melhores expetativas para o projeto de Alqueva”, que é, atualmente, “um sucesso incontestável, com uma taxa de adesão superior a 80%”. Continua salientando a qualidade do serviço prestado aos clientes que demonstram a sua satisfação por terem “água quando precisam, na quantidade que querem e ao preço que conseguem pagar”. Garante que se “partirmos o bicho às postas” vão perder-se eficiências e a água não vai ser mais barata.


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