REGADIO DO ALQUEVA FOTO

A proposta de estratégia de longo prazo para o regadio em Portugal vai ser apresentada a 14 de Junho, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém.

A Federação estima que será necessário um investimento na ordem dos 1.700 milhões de euros a aplicar no período 2021-2027.

A certificação ambiental das áreas regadas é uma das novidades do “Contributo para uma Estratégia Nacional para o Regadio”.

No cenário de alterações climáticas, cujos efeitos são já visíveis com períodos de seca cada vez mais frequentes, a agricultura de regadio é uma “atividade estratégica para a economia portuguesa, e deve ser encarada como tal pela sociedade e pelos decisores políticos”, refere a nota de imprensa da Fenareg.

A Fenareg, entidade que representa mais de 90% do regadio organizado em Portugal, decidiu dar o seu contributo através de um “estudo sólido e fundamentado para uma estratégia que enquadre um caminho a seguir em matéria das políticas públicas de regadio nas próximas décadas”.

Este estudo faz um diagnóstico estratégico e aponta objetivos a alcançar até 2050, com um plano de ação a executar entre 2021-2027 - período do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

Os eixos de desenvolvimento estratégico das políticas públicas de regadio propostos são:

- Expandir a área infra-estruturada para rega;

- Aumentar a capacidade de armazenamento de água e de regularização inter-anual;

- Modernizar as infraestruturas públicas de rega – com intervenções prioritárias em construções anteriores a 1990;

- Promover as melhores práticas de rega nas explorações agrícolas – aumentar a eficiência;

- Reforçar a sustentabilidade ambiental do regadio – desenvolver norma para certificação de “explorações de regadio sustentável”. Certificar 100.000 hectares até 2027;

- Compatibilizar instrumentos de ordenamento do território e de conservação da natureza com a expansão das áreas regadas – criar “acordos de responsabilidade” entre gestores das áreas protegidas/classificadas e os utilizadores da água para rega.

- Rever modelos de tarifários e adequar legislação à nova realidade – criar sistema equilibrado e equitativo para a água de rega, premiando a eficiência. 


Comente esta notícia