seca

“Nós vamos limitar severamente a possibilidade de fazer furos para captação de água nas zonas mais críticas: oito bacias no Algarve e duas na bacia do Guadiana, portanto, no Alentejo interior”, afirmações feitas por João Pedro Matos Fernandes, ontem, à Renascença, dia em que participou na reunião da Comissão Interministerial da Seca, que junta os ministérios da Agricultura, do Ambiente e outras entidades. O ministro do Ambiente disse, também, que se “tem mesmo de limitar os furos e de encontrar, com os agricultores sobretudo, novas soluções para o abeberamento de gado”.

Em declarações à Voz da Planície, o presidente da FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, classificou de “estranhas” estas declarações do ministro, revelando que já se vivem situações dramáticas, em que se tem de recorrer a aldeias vizinhas para dar água ao gado. Noutros casos, reforçou, há agricultores que têm encontrado animais mortos, devido à falta de água para abeberamento. Rui Garrido afirma mesmo que, se não se podem fazer furos é preciso que chova e bem.

Rui Garrido frisou que as medidas a tomar não podem ser restritivas, porque na pecuária, mesmo que o furo não tenha muita água é suficiente para matar a sede ao gado. Neste contexto avançou que a FAABA já pediu, com caráter de urgência, uma reunião à ministra da Agricultura para tratar precisamente as questões da seca.


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