Escola Santa Maria

A mobilidade interna e depois mobilidade especial pode ser o futuro dos 38 professores do Mega-Agrupamento nº 1 de Beja que junta a Escola Secundária Diogo de Gouveia (antigo Liceu), aos agrupamentos de Escolas nº 1 (Santa Maria) e nº 3 (Santiago Maior) que ficaram com "horário zero". De referir que o Mega-Agrupamento nº 1 teve no ano lectivo 2012/2013 mais de três mil alunos. No outro Mega-Agrupamento da cidade, que agrega a Escola Secundária D. Manuel I e o Agrupamento Mário Beirão, apenas dois docentes foram para a mobilidade.

A Voz da Planície sabe que, dos 38 docentes sem horário lectivo do Mega-Agrupamento nº 1, só da Escola de Santa Maria foram 13 os professores a quem bateu à porta o horário zero, alguns dos quais docentes com vários anos de serviço e que agora ficam de malas aviadas para o desconhecido. É o que nos transmite a professora Ana Navas, 32 anos de serviço e que, como refere, sempre se dedicou de alma e coração aos seus alunos. 

Além da instabilidade pessoal e familiar causada pela incógnita em relação ao futuro, o que de acordo com Ana Navas prejudica o ensino porque deixa os professores mais vulneráveis, a docente realça também prejuízos para os alunos na medida em que são cortadas abruptamente as relações já construídas ao longo dos anos entre uns e outros.

De realçar que com a redefinição da Rede Escolar aprovada pelo Ministério da Educação, foi reduzido o número de turmas por escola, reduzido o número de professores e não foram homologados, numa primeira fase, alguns cursos profissionais e cursos de Educação e Formação (CEF). Para perceber em que medida estas alterações vieram afectar o maior agrupamento da cidade, a Voz da Planície procurou chegar à fala com o presidente da Comissão Administrativa Provisória do Mega-Agrupamento nº 1, José Eugénio Pereira mas, apesar das várias tentativas efectuadas, todas elas foram infrutíferas.  

No caso do Mega-Agrupamento nº 2, que é composto pela Escola Secundária D. Manuel I e o Agrupamento Mário Beirão, o número de alunos mantém-se idêntico ao do ano lectivo passado, cerca de 2 100, e apenas foram colocados em mobilidade dois professores que não estavam a leccionar. Maria José Chagas, presidente da Comissão Administrativa Provisória refere que não houve grandes alterações em relação ao ano lectivo que agora termina. Apenas ficou por homologar um curso profissional que, depois de contacto o Ministério da Educação ficou a promessa de que deverá ser aprovado.

Sublinha-se que os professores a quem coube "horário zero" tiveram de concorrer à mobilidade interna, processo que decorreu até dia 6 deste mês. Quem não conseguir colocação em outra escola pode ficar administrativamente no estabelecimento de origem, situação que não conta como serviço lectivo. Caso se mantenham nesta situação, em Fevereiro de 2015 entrarão em mobilidade especial. 


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