Maria da Graça Carvalho

A investigação científica e a inovação vão ter um financiamento reforçado no Programa Quadro da União Europeia designado "Horizonte 20/20 que vigora entre 2014 e 2020. O programa de investigação e cooperação científica, que tem como objectivo aumentar a competitividade como instrumento para a saída da crise, inclui todas as áreas, incluindo algumas com forte interesse para o Alentejo e designadamente para o sector agrícola. Pretende envolver não só as universidades e os centros de investigação, mas também as empresas, as pequenas e médias empresas e, na componente agrícola, tem como meta a participação dos agricultores. A Voz da Planície falou com a relatora do programa, a eurodeputada Maria da Graça Carvalho que nos dá conta dos contornos do programa e de quem pode participar.

Algumas áreas, de candidatura simplificada, são dirigidas a pequenas e médias empresas ou a empreendedores que estejam a começar um negócio. Entre as áreas possíveis contam-se a saúde e o envelhecimento da população, segurança e qualidade alimentar, a energia limpa que diz respeito às energias renováveis e dá grande prioridade à biomassa e aos biocombustíveis. Destaque ainda para os transportes limpos, ambiente e alterações climáticas, a que se junta toda a problemática da água e da sua qualidade. Na área das ciências sociais e humanas o programa dá grande relevância a novos modelos de sociedades inclusivas e sublinha o papel da educação na luta contra a pobreza.

O programa entra em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2014 e define três grandes prioridades: "Excelência Científica", a criação de "Liderança Industrial" e respostas aos "Desafios Societais".

Uma das áreas incluídas nos desafios societais é a herança cultural, ou seja, tudo o que esteja relacionado com cultura. A investigação científica conducente à introdução de novas tecnologias nas artes, recuperação de cidades históricas, introdução de energias renováveis, eficiência energética em cidades históricas e tudo o que diga respeito à preservação do património cultural.

Na área dos desafios societais destacamos ainda a preservação e valorização económica e ambiental das florestas e a problemática dos fogos florestais. A forma de participar é ajustada à realidade portuguesa, conforme nos descreve Maria da Graça Carvalho.

Para quem tenha interesse em apresentar candidaturas deverá dirigir-se à Fundação para a Ciência e Tecnologia, em Lisboa.

A entrevista na íntegra à eurodeputada Maria da Graça Carvalho pode ser ouvida hoje a partir das 18h00 no Programa "Agricultores do Sul".


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