João Dias Parlamento

No requerimento enviado ao Governo, o PCP recorda que sobre a A26, a tutela respondeu ao Grupo Parlamentar, em junho de 2018, que estava encerrada “devido à necessidade de reformulação da praça de portagens”, que “o projeto estava em fase final de estabilização com a concessionária” e que deveria seguir para "obtenção de parecer técnico do Instituto de Mobilidade e Transportes”. Nesta resposta foi assumido, também, que a obra estava prevista executar “no segundo semestre de 2018”. O PCP prossegue recordando que este ano, em fevereiro, o ex-ministro Pedro Marques afirmou que o Governo deu o prazo de 14 de março, passado, para a concessionária fazer a praça de portagens e que no caso de incumprimento assumiria a Infraestruturas de Portugal esta obra, situação que não se verificou.

O deputado João Dias diz que o PCP, e a população do distrito, têm razões para não confiar neste Governo, frisando que a A26 é a “caricatura da ação que tem sido desenvolvida” no território, “mantendo como razão para o encerramento deste troço a questão das portagens”. Neste contexto referiu, também, a reunião desta semana, realizada com o ministro das Infraestruturas, com autarcas de Vidigueira, Moura, Mourão e Barrancos, onde assegura ter ficado demonstrado que “os investimentos em acessibilidades” para a região “não existem”.

João Dias esclareceu, igualmente, que para o PCP a situação da A26 é clara, tratando-se de um IP não deve ter portagens. Referiu, ainda, que esta questão é o exemplo da “desgraça” em que “caiu o investimento na rodovia, na ferrovia e na saúde por parte deste Governo, que não tem olhado para o território como merece”.

O PCP volta a questionar, agora, sobre esta matéria e quer que o Governo esclareça se é a inexistência da praça de portagens no troço IP8 (A26) a razão para que o mesmo se mantenha fechado; se assume que a praça de portagens é essencial, ou é dispensável, para a utilização do equipamento; quando irá ser, finalmente, aberto o referido troço e se admite a possibilidade de não vir a cobrar portagens neste trajeto, respeitando a sua génese e posição defendida pelo PCP.


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