Debate Beja Regionalização

João Cravinho esteve, ontem, no seminário sobre “Regionalização e Desenvolvimento e Reforma da Administração Pública”, organizado pela CID, em colaboração com a autarquia bejense, no Centro UNESCO, em Beja, tal como Alberto João Jardim, que foi presidente do Governo Regional da Madeira, de 1978 a 2015 e falaram para a comunicação social sobre esta matéria. Na jornada informativa de hoje, a entrevista dos jornais alargados é sobre regionalização e revela os depoimentos de Paulo Arsénio, João Cravinho e Alberto João Jardim sobre esta possibilidade, que não foi contemplada na atual legislatura.

O presidente da Câmara Municipal de Beja explicou que são quatro as sessões que a CID está a organizar e que a cidade foi escolhida para uma delas. De acordo com Paulo Arsénio, com esta discussão estão a ser lançadas ideias para o futuro.

João Cravinho, da CID, avança que o processo vai ser lento e considera mesmo, que é preciso esclarecer se há vontade política, ou não, para implementar a regionalização. Para João Cravinho, o Alentejo beneficiaria com a regionalização porque há muito por fazer e deixa exemplos.

Com esta possibilidade seria possível, igualmente, na opinião de João Cravinho, definir o rumo do aeroporto de Beja, “potencialidade que não se está a saber aproveitar”.

Para Alberto João Jardim, que esteve à frente do Governo Regional da Madeira, de 1978 a 2015, a regionalização contribui para a correção de assimetrias, que diz existirem muitas no continente, começando pelo Alentejo, de acordo com as suas palavras. Referiu, ainda, que com a regionalização o poder é devolvido às populações.

Excertos da entrevista que pode ouvir nesta terça-feira, nos jornais alargados das 12.00 e das 17.00 horas, em que Paulo Arsénio, João Cravinho e Alberto João Jardim falam sobre regionalização.


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Num território com a dimensão de Portugal e com o sistema vigente em Portugal, pelo qual os partidos se apoderaram do sistema, a regionalização para além de não ser necessária ainda iria - contrariamente ao que Cravinho disse - reforçar o poder dos partidos. Não por acaso, até há pouco tempo, o PCP era um dos grandes defensores da regionalização - precisamente, porque como partido, estava com o olho no Alentejo.

Bento Caeiro

07/05/2019